
Não canso de repetir: torço para que o governo Bolsonaro dê certo, embora meu voto não tenha sido nem para ele nem para Haddad (PT).
Afinal, 50 e tantos milhões de brasileiros o escolheram.
Fui um fiel derrotado no primeiro e único turno a que compareci, com a derrota de Geraldo Alckmin.
No entanto, o fato de eu esperar um bom governo, e não adotar aquela oposição que acorda com vinagre na alma, não me leva a ficar cego diante de barbaridades. Uma delas, a forma como o senador Flávio (PSL-RJ) acolheu (é insofismável) alguns marginais do crime organizado do Rio abrigando seus familiares no gabinete do então deputado.
DAMARES QUIETA
Agora, quando as “loucuras” de Damares tinham esfriado, e ela mais ou menos se recolhido (até quando, ninguém sabe), outra parte do governo continua a fazer bobagens.
E essas bobagens têm enorme dimensão, porque expostas pelo vice-presidente general Mourão, e o chefe do GSI, general Heleno, que até agora, me perecia ter cabeça no lugar e a usava para raciocinar…

PÉS PELAS MÃOS
Os dois generais metem os pés pelas mãos, acham que é preciso vigiar até o Sínodo da Amazônia, convocado em 2017, pelo papa Francisco. Muito antes, portanto, de Bolsonaro ser candidato.
Os dois generais vêem no Sínodo “perigo” e parte de campanha supostamente orquestrada contra Bolsonaro no Brasil.
Pura bobagem, mania de perseguição, ação muito parecida com a de certos petistas, que querem ser vítimas a toda prova. Lula, por exemplo, seria a “vítima por excelência”.
DEFESA DA VIDA
No Sínodo, bispos representando a igreja Católica dos 9 países que têm território dentro da Amazônia, vão tratar de temas que estão umbilicalmente conectados com a doutrina católica, a começar pelo direito à vida de seres humanos – indígenas ou não – que vivem naquelas paragens.
E que mais visceralmente ligado à vida do que a defesa do meio ambiente? A preservação das florestas é, sim, parte dessa jornada catequética.
Se existem bons conselheiros que se anunciam como cristãos no governo federal – como os ministros das Relações Exteriores e o da Educação – que expliquem aos generais o que é um Sínodo.
Qualquer mediana inteligência, e com boa vontade, vai entender que Roma fará em outubro, no Vaticano, aquilo que sempre fez: defender suas crenças. E essa defesa – como faz contra o aborto, por exemplo – sempre fere interesses humanos.
E, por favor, que esses arautos que vêm a Igreja como se fosse partido de oposição, que se queixem ao papa.
FALTA PRUDÊNCIA
O Direito Canônico prevê essa possibilidade, queixar-se ao Papa.
Só não é prudente que o Governo, em fase de chegada, compre uma briga internacional por nada, justamente com uma instituição de dois mil anos, e com enorme repercussão universal. E que, no Brasil, nasceu com a Nação, lembram-se disso?
E por último: eventuais críticas do Sínodo não deverão culpar o atual governo: ele tem menos de 60 dias, e não é autor de barbaridades na Amazônia, heranças de outros governos.
CONHECE MUITO BEM
Se os dois generais conhecem bem a Amazônia, melhor a conhece a Igreja Católica, que a cristianizou em todos os países que a compõem. Isso desde 1500 ou pouco antes.
Acho mesmo que ninguém melhor que a Igreja para falar da Amazônia. Ela conhece muito aquele mundo, especialmente por meio de certas congregações, como dos padres e freiras salesianos.
