
Há duas semanas, a promotora do MPE do Paraná, Danielle Thomé, enriqueceu o amplo levantamento jornalístico feito pelo jornal Estadão sobre fraudes cometidas por deputados em todo Brasil, e que consistem, fundamentalmente no chamado “rachid”.
A expressão “rachid” define a divisão de salários de funcionários de gabinetes de parlamentares estaduais com seus titulares. Os funcionários, ganhando salários altos, muito acima do que receberiam em outros empregos, devolvem pelo menos 50% aos seus patrocinadores.
CONFIRMA TUDO
Danielle, do MP do Patrimônio Público do Paraná, que atua na área desde 2008, confirmou as declarações feitas ao jornal paulista.
Diz que ela mesma ainda investiga dois casos concretos de “rachid.”
Não cita os envolvidos.
Admite que aquela defensoria do Patrimônio Público esteja ainda acompanhando pelo menos 5 ações instauradas contra deputados e funcionários fantasmas identificados na chamada “Operação Gafanhoto”.
“GAFANHOTOS”
Os denominados “gafanhotos”, lembrou Danielle, são os funcionários fantasmas absolutos. Nunca aparecem para trabalhar e se contentam com um mínimo do que sai em seu nome dos cofres públicos. Em alguns casos, admitiu, a engrenagem de fraude é tão bem montada que nem os supostos beneficiários do “emprego” sabem que estão n folha do legislativo.
AS PROVAS
Para a promotora, que atua em outras áreas além da Assembleia Legislativa, não é fácil provar o “Rachid”. Até porque, na hora dos depoimentos – ou por medo de repressão ou por pura conveniência – os funcionários ouvidos pelo MP calam-se. Nada denunciam.
A promotora admite que suas investigações recentes estariam levando à descoberta de novas e sutis formas de “rachid”. E sobre as quais nada adianta, por ora.
