quarta-feira, 1 julho, 2026
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MEMÓRIA/CURITIBA: Parque Lago Azul

Vista lateral do Bistrô do Lago Azul, aberto todos os dias.
Vista lateral do Bistrô do Lago Azul, aberto todos os dias.

Curitibanos com 60 anos ou mais, certamente lembram quando os pais, na década de 1960, reuniam a família e amigos para o piquenique domingueiro às margens do Lago Azul, da família Segalla, no Umbará. Os cerca de 20 quilômetros entre o centro e o destino exigiam quase duas horas de viagem a bordo dos DKW, Simca, Dauphine, Rural Willys ou demais carros então fabricados no país, prontos para circular pelas ruas sem pavimento, precárias. Ônibus, só duas vezes por dia. A viagem levava à paradisíaca paisagem com direito a piquenique à base de frango assado, farofa, sanduíches, saladas e capilé, seguido de um mergulho no lago de águas límpidas. A região carecia de um bom restaurante.

RENASCIMENTO

O tempo passou, a família de origem italiana desapareceu e a propriedade ficou abandonada nos anos 1980, com as águas do lago totalmente poluídas. Restou apenas a velha casa mista de madeira e alvenaria, que conta um pouco da história do bairro originalmente colonizado por italianos e poloneses. Só em 2007 a Prefeitura de Curitiba adquiriu a propriedade, revitalizada nos dois anos seguintes e transformada em parque público. O Parque Lago Azul funciona de segunda-feira a domingo, sempre das 7h às 19h.

CASA TÍPICA É BISTRÔ

A casa, revitalizada, virou bistrô, atualmente administrada pela URBS. Às segundas-feiras abre para almoço, das 11h às 14h; de terça a sexta-feira, das 11h às 18h; sábados e domingos, das 11h às 19h. O ambiente, com 595 metros quadrados, é formado por três salas com 10 mesas e cadeiras de época, fotos antigas penduradas na parede que retratam o Lago Azul nos anos 1960, além de objetos de decoração, como um velho rádio a válvula e um telefone à manivela.

Na varanda e no pátio externo, mais mesas totalmente ocupadas nos fins de semana por famílias inteiras em busca do sabor da alcatra servida pelos concessionários que exploram o bistrô e que serve até quatro pessoas, com acompanhamento. Nos dias úteis, comerciários e moradores da região degustam pratos executivos e o serviço de buffet. Nos fins de semana convém reservar mesas pelo telefone 3348.6233.

INFRA-ESTRUTURA

O atual Parque do Lago Azul, além do bistrô e o caramanchão na área externa, com 355 metros quadrados que é ponto de encontro de grupos da Terceira Idade, dispõe ainda de decks, pistas para caminhada, canchas esportivas, aparelhos para exercícios físicos e posto da Guarda Municipal. Endereço pouco conhecido, mas que vale um agradável passeio, tem acesso pela Rua Colomba Merlim, 831, que é transversal da Rua Nicola Pellanda.

Como chegar de carro – o caminho mais rápido é pelas avenidas Visconde de Guarapuava, República Argentina até o Terminal Pinheirinho. A partir daí, seguir pela Avenida Winston Churchill, Rua Marechal Otávio Saldanha Mazza, Alameda Nossa Senhora do Sagrado Coração, Rua Nicola Pellanda, daí dobrando à esquerda na Rua Colomba Merlim. O parque fica na altura do número 831, identificado pelo portal de madeira.

Como chegar de ônibus – A partir do centro, embarque na Rua Lourenço Pinto no Ligeirão Pinheirinho/Carlos Gomes (Linha Verde). Desembarque no Terminal Pinheirinho e prossiga viagem nas linhas alimentadoras Ganchinho ou Umbará. Ambas seguem pela Rua Nicola Pellanda. O ponto para desembarque fica no entroncamento com a Rua Colomba Merlim. A partir dali, a distância até o parque, a pé, é de aproximadamente 250 metros.

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