terça-feira, 30 junho, 2026
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“Padres podem ser candidatos, como exceção”

Ex-senador padre Calazans; padre Zimmermann, deputado PT-PR
Ex-senador padre Calazans; padre Zimmermann, deputado PT-PR

A propósito de observações que a coluna fez recentemente sobre o uso de nomes religiosos (pastora, pastora, missionário…) por candidatos a cargos eletivos, fonte da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembra a este espaço que “a Igreja Católica no Brasil “não proíbe candidaturas de seus religiosos. Apenas não as incentiva”. E esclarece mais: cada diocese é livre para decidir sobre o assunto.

DEIXA AS FUNÇÕES

De qualquer forma, uma realidade é certa: religioso católico que for candidato deixa de suas funções clericais, lembra a CNBB, observando, apenas, que “o Direito Canônico determina que o clero não pode ser parte ativa dos partidos políticos”. Isso “salvo quando defenda os direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”. Sempre sob a determinação da autoridade eclesiástica.

HANEIKO E ZIMMERMANN

No Paraná, foram notórios alguns padres deputados. Nos anos 1960, padre Haneiko, de Apucarana, que apoiava Ney Braga. Mais recentemente, padre Zimmermann, de Ponta Grossa, que foi secretário de Estado de Desenvolvimento Social, e deputado federal, sempre pelo PT.

No Rio, o mais notório padre parlamentar foi monsenhor Arruda Câmara, que acabou nos anos 1950 sendo eleito prefeito da outrora chamada Cidade Maravilhosa.

Em São Paulo, o padre mais notório na política foi padre Calazans, udenista quatrocentão.

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