terça-feira, 30 junho, 2026
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Tentativa de vender faculdade pode explicar acusações contra Maury Cruz

Professor Maury Cruz
Professor Maury Cruz

As chamadas redes sociais, que acatam quaisquer “informações” sem rigor do jornalismo profissional, têm colocado o líder espírita e educador curitibano Maury Rodrigues Cruz no epicentro de graves acusações. Quase todas jogadas ao vento, sobre alegado assédio sexual que o médium kardecista teria praticado em torno de frequentadores do Centro Espírita Leocádio Correa e Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), em Curitiba.

NO MPE

Uma dessas acusações, frágil, partiu de pessoa cuja presença no centro religioso “jamais foi identificada”, segundo alega um diretor da SBEE.

Mas ela acabou sendo aceita pelo MPE. Assunto sobre o qual caberá, mais tarde, à justiça se manifestar.

REPÚDIO AMPLO

O outro lado da questão merece ser analisado e me é trazido por um dos associados da SBEE: no sábado passado,18, cerca de 500 médiuns do Leocádio Correa reuniram-se na ampla sala da SBEE (300 sentados, 200 em pé) para protestar confiança absoluta na vida e obra de Maury Cruz. Foi uma manifestação “impressionante”, conta-me um jornalista que lá esteve na qualidade de kardecista.

NÃO CONHEÇO MAURY

Não conheço o professor Cruz, nunca estive em na SBEE nem no Centro Dr. Leocádio. Também não tenho interesse religioso pelo kardecismo, que respeito.

TENTARAM VENDER

Mas preciso registrar informações de fontes muito boas que colhi nesta quarta, 22: na reunião do colegiado da SBEE, realizada em janeiro deste ano, em Curitiba – sob a presidência de Maury Cruz – dois dos conselheiros, muito influentes na Sociedade, cogitaram da venda do patrimônio da Faculdade Leocádio Correa a uma instituição nacional de ensino universitário. Na verdade, teriam feito acerba defesa da venda da Faculdade Leocádio Correa (hoje com vários cursos superiores).

FORAM REPELIDOS

Repelidas as propostas pelo colegiado, os dois proponentes retiraram-se, amuados, da reunião. “E, curiosamente, dias depois surgiu a denúncia de assédio”, diz à coluna um engenheiro que atua naquele centro de ensino superior.

R$ 30 MILHÕES

Para reflexão em torno do assunto: o valor do patrimônio da Faculdade (e sua grande carteira de alunos) andaria hoje em torno de R$ 30 milhões.

A alienação, se consumada, seria feita em favor de um sólido grupo educacional paulistano.

O argumento dos que querem vender a obra capitaneada por Maury seria de que, agora, a SBEE e o Lar Dr. Leocádio Correa teriam sólida situação financeira “que dispensa a manutenção da faculdade”.

A reunião de janeiro, com a bizarra proposta, está gravada. Não se trata de “ouvir dizer”.

Reunião de moção de apoio a Maury Cruz
Reunião de moção de apoio a Maury Cruz

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Vocação para servir, escola de Kardec

Faculdade Espírita Dr. Leocádio Correa
Faculdade Espírita Dr. Leocádio Correa

Aceite-se ou não nos princípios pregados por Allan Kardec, doutrina nascida na França no século XIX, fato é que os espíritas kardecistas são conhecidos por atos de caridade. Assim, também obras sociais de toda natureza identificam o espiritismo brasileiro que, em Curitiba expressa-se fortemente por oferecer ensino superior.

No passado, o Lar Escola Icléia e o Colégio Lins de Vasconcellos (extintos), funcionaram por dezenas de anos no bairro do Bom Retiro. Os grandes pioneiros do kardecismo local foram Abib Isfer, João Ghignone e Lins de Vasconcellos, que criaram e capitalizaram fortemente a Federação Espírita do Paraná, dona, por exemplo, do Hospital Bom Retiro.

Hoje o forte braço espírita na área educacional é a Faculdade Dr. Leocádio Correa, mantida pela Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), criada há dezenas de anos e presidida pelo professor Maury Rodrigues Cruz.

Pois o professor Maury Cruz está no epicentro de denúncias que repercutem nas redes sociais, são registradas na imprensa e, especialmente, criam cisões dentro da SBEE.

A Federação Espírita do Paraná (FEP) e a SEEB guiam-se pelos mesmos princípios religiosos. Mas têm vida à parte, independente.

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