Que saudades de quando o Hospital Evangélico de Curitiba tinha bons olhos pelos antigos donos e pelo filho dos donos, eu, Monir Benke, tive a oportunidade de conhecer os antigos diretores do Evangélico Dr. Monir Wengen e Dr. Narciso, sinto-me envergonhado diante deste leilão! Mas que o vento da mudança soe no intelecto de cada um deste enorme patrimônio de Curitiba!
MONIR BENKE, Curitiba
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Evangélico de Egg
Lamentável ver a obra gigantesca de fé e amor ao ser humano, levantada por gente como o médico Daniel Egg, ser levada a leilão judicial.
Este “fim de linha” do Hospital Evangélico de Curitiba apenas mostrou que o período de desmonte da obra da Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) deu-se mesmo a partir do longo reinado de André Zacharow e sua equipe. Que esse grupo foi incapaz de bem administrar a instituição, nada a duvidar. Não quero nem me alongar no desmonte da SEB feita por Zacharow e seu grupo, assunto que entra em outro domínio que não o pura gestão.
Vamos aguardar para ver o futuro do Evangélico agora a ser tocada sob a ótica exclusiva do lucro.
M.ANTUNES MASCARENHAS, Ponta Grossa
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Também em Ponta Grossa
A coluna registrou, em poucas linhas, o fim do Hospital Evangélico de Curitiba como o conhecemos até aqui, como uma instituição filantrópica.
O leilão do Evangélico expõe duas realidades: a má administração com que ele foi por dezenas de anos tocado, e o esvaziamento dos hospitais filantrópicos do país todo, cujos maiores representantes são as santas casas.
Quero registrar outra realidade parecida: o Hospital Evangélico de Ponta Grossa também desapareceu como filantrópico. Hoje é dirigido por um grupo de médicos.
Não esquecer que o Evangélico de PG foi fundado por membros da Igreja Evangélica Luterana Sinodal e por eles vinha sendo mantido.
GLADESTONE MARCUS SCHULTX, Ponta Grossa
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Santa Casa de Curitiba

No final dos anos 1990, começo dos 2000, quando o então reitor da PUCPR, irmão Clemente Ivo Juliatto, resolveu “encampar” a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, houve gritaria geral. Muitos acharam que seria “o fim de uma instituição centenária e que é parte de Curitiba”.
Não foi. A associação da Santa Casa com a mantenedora da PUCPR acabou sendo exemplar. Graças a isso a instituição médico-científica está em pé, prestando enormes serviços e atendendo mais de 80% de seus pacientes pelo SUS.
A feliz junção impediu, enfim, o fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. O hospital continua filantrópico e precisando de doações.
JOSÉ CLARET DE MENDONÇA FILHO, São Paulo
