
O deputado Luiz Carlos Martins não falou na Convenção do PP, embora até tivesse sido convidado.
Campeão incansável na defesa de Cida Borghetti, o radialista e empresário, dono das manhãs curitibanas pela Rádio Banda B, não escondeu, no entanto, seu olhar crítico sobre boa parte dos que fizeram discursos no megaevento pró Cida.
E faz crítica com a autoridade de quem é pós doutor em comunicação oral.
Dele recolhi neste domingo algumas observações de quem é autoridade inquestionável em falar direto ao povo, “olhando nos olhos”, como costuma pregar.
Para Luiz, o sucesso da Convenção que escolheu Cida não chegou a ser ameaçada por alguns altissonantes discursos, algo totalmente descabido nos tempos de hoje, se o objetivo é falar a um eleitorado “cansado de falastrões, de promessas nunca cumpridas, de pregoeiros de quimeras e adjetivações intermináveis.”
– “Esses discursos podiam até empolgar há 50 anos, hoje só afastam o ressabiado eleitor”, garante Luiz Carlos Martins que, observador da história política brasileira, sugere ainda:
– Por favor, que os discursos sejam substantivos, precisos, sobretudo coloquiais. Lembram-se de quem inaugurou o coloquialismo nos discursos, e foi muito bem-sucedido em aceitação popular? Foi Leonel Brizola.
Foi o iniciador de uma escola de oratória. E digo mais: o político tem de descer do palanque, não olhar de cima para o já massacrado eleitor.
Pare de falar “extra cathedra”, sentencia o radialista.
