segunda-feira, 29 junho, 2026
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“Mais um grito pela vida”, segundo Eros Grau

Ministro Eros Grau: pró-vida sem limitações
Ministro Eros Grau: pró-vida sem limitações

Por princípio, não costumo seguir cortejos de opinião.

Fico com a minha, em questões fundamentais. Uma delas, por exemplo, a da legalização do aborto, hoje um tema queridinho dos meios de comunicação e de intelectuais de todos os quilates. O assunto está “na moda”, e os defensores da morte do nascituro não estão nem aí se a própria Constituição do país defende a vida desde a nidação (desde a concepção).

 

MAS DEFENDEM AS BALEIAS…

Preferem continuar defendendo o direito à vida de cetáceos ou raros peixes escondidos em rios amazônicos. Não estão errados em defender as baleias, peixes e vida selvagem em geral. O que não se entende, por coerência, é que fiquem contra a vida dos nascituros humanos indefesos.

Essa gente, até parece, nunca ter visto a exposição de vida que um feto mostra, através de ecografia, por exemplo…

Claro que não estamos sozinhos, os que defendemos o direito à vida, até mesmo a dos anencéfalos.

 

EROS GRAU É PRÓ-VIDA

Há gente de enorme estofo intelectual na mesma linha. Um deles se expôs plenamente defendendo sua posição pró-vida, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Grau, no artigo que publicou na página de Opinião do Estadão, nesta sexta, 3 (“Mais um grito pela Vida”).

Eros Grau é consistente, farto em argumentações definitivas, com argumentos insofismáveis em defesa da vida, contra o aborto.

A opinião do ministro é a de alguém que não se esconde, que não teme ser anatematizado por um universo de denominados intelectuais e/ou militantes políticos.

 

É FALA DOGMÁTICA

Nessa mesma linha, sinto-me reconfortado com a declaração dogmática feita na quinta, 1, pelo insuperável papa Francisco: a Igreja Católica não aceita, a partir de agora, qualquer tipo de pena de morte.

Papa Francisco: Igreja não aceita pena de morte.
Papa Francisco: Igreja não aceita pena de morte.

MORTE NO VATICANO

E, por curiosidade, não esquecer que o Estado do Vaticano admitia a pena de morte, “para certos crimes” em seu território.

Com fala dogmática o pontífice passou uma borracha sobre alíneas do Código de Direito Canônico que incluíam exceções para a pena de morte.

SEM EXCEÇÕES

Não há mais exceções para a Igreja Católica.

Papa Francisco assim registrou coerência da doutrina católica, (que se opõe à morte do feto de forma ardorosa), quando diz “não” à pena de morte.

Como o papa falou “ex-cathedra” – usando da qualidade de definidor infalível de matéria de fé e moral -, os católicos que assim se dizem e querem estar em comunhão com a Igreja têm também de ficar contra a pena capital. Quem não o quiser, exclui-se ‘ipso facto’ do seio da Santa Madre.

“BANDIDO MORTO”

E a propósito ainda do assunto tão em foco neste período eleitoral: nunca houve justificativa moral para a frase tão a gosto dos que apoiam certas candidaturas políticas, segundo as quais, “bandido bom é bandido morto”.

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