Dias desses, Jaime Lerner, em longo bate papo, me deixou claro sua admiração pelo espírito empreendedor de sua filha Ilana:
“Ela é a melhor vocação executiva da família”, disse o ex-governador e ex-prefeito de Curitiba (três vezes).
Pois em entrevista que deu a Marleth Silva, e que está na revista IDEIAS deste mês, Ilana fala de sua maior dedicação atual, como diretora do MON, Museu Oscar Niemeyer, obra que o pai criou na segunda administração no Governo.
Ilana, que um dia até sonhou em estudar Museologia – vocação que não prosperou, e acabou se formando em Jornalismo – tem planos para o MON. Nada retumbante, mas consistente. Quer atuar investindo em educação, entregando conhecimentos ao público que o frequenta, mas carece de certas informações fundamentais para imergir no acervo da casa.
MEMÓRIA
Hoje, além de escrever crônica mensal para a revista de Fábio Campana, Ilana cuida, no Instituto Jaime Lerner, de levantar, catalogar e trabalhar toda a documentação sobre a obra do pai. Na verdade, Lerner, ao contrário de Ilana, não é defensor desse trabalho – “não olho para trás”, costuma dizer.
Mas a filha insiste e vai seguindo: tem responsabilidade com o acervo de realizações de Lerner porque ele serviu e serve ao Paraná, ao país e é internacional, ao mesmo tempo.
