domingo, 28 junho, 2026
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5 NOTAS E ½

picler bernardo andré
O professor Wilson Picler (de camisa branca), ao lado de André Peixoto (esq.) e Jorge Bernardi durante debate no auditório da Uninter, no prédio do Garcez: o dilema da prisão em segunda instância.

DEBATE QUENTE

A prisão de condenados em segunda instância, que contraria o dispositivo constitucional do trânsito em julgado, esquentou o debate acerca da Democracia e da Soberania Popular, sábado (12), na Uninter. O professor de Direito, André Peixoto, defendeu uma lei que antecipe o dispositivo para a segunda instância, legitimando, assim o preceito constitucional. “Prender em sede de execução é inconstitucional”, afirmou, referindo-se ao ex-presidente Lula, que começou a cumprir a sentença de 12 anos e 1 mês no caso do tríplex do Guaruja, na superintendência da PF.

CHAME O PLEBISCITO

O mantenedor da Uninter, Wilson Picler, exibiu pesquisa encomendada em abril (o instituto não foi nominado), em que 70,4% dos entrevistados afirmaram ser favoráveis à prisão em segunda instância ante 20% contrários. Picler defendeu um plebiscito para confirmar a vontade popular e acusou os parlamentares de não convocá-lo porque 1/3 de seus membros responderia a processo.

INTERVENÇÃO MILITAR

Falando para um público de cerca de 100 pessoas, no auditório do edifício Garcez, tombado pelo patrimônio histórico, Picler revelou ainda o descrédito da população com a democracia ao apontar os favoráveis à intervenção militar na pesquisa: 59% contra 34%.

PRÁTICA COMUM

Picler lembrou também que, no período de 1941 a 1988, antes da entrada em vigor da nova Constituição, a prisão em segunda instância era prática no sistema penal.

SAIA JUSTA

Por fim, o mantenedor da Uninter, em dia inspirado, lembrou à audiência que o vice-reitor da instituição, Jorge Bernardi, sentado ao seu lado, fora um entusiasta do “parlamentarismo com rei”.  Votou no plebiscito de 1993 a favor da monarquia e do parlamentarismo. Bernardi sorriu amarelo e admitiu, mas disse que mudou de posição. Hoje ele é pré-candidato ao governo do Paraná pela Rede, o partido de Marina Silva.

MAGDO

“Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu”

(Do deputado federal e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, do PSL, desqualificando o documento secreto de 1974, da CIA, que revela que Ernesto Geisel aprovou a continuidade de execuções sumárias de adversários da ditadura militar)

Picler ao lado de presidente de Associação de Bairros durante homenagem ao Dia do Líder Comunitário, em Curitiba.
Picler ao lado de presidente de Associação de Bairros durante homenagem ao Dia do Líder Comunitário, em Curitiba.
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