
“É muito cedo”, foi a expressão que mais ouvi nesta segunda, 7, ao indagar de minhas fontes políticas ligadas a partidos que serão decisivos na eleição deste ano no Paraná, sobre como se consumarão as alianças para o pleito de outubro.
“Por ora, só há especulações”, garantiu-me alguém do staff de Ratinho Junior ao me garantir que “o Junior está aberto a todos, ouve a todos, somar é palavra de ordem.”
Nesse “ouvir todos os segmentos partidários”, o informante garantiu que “tudo é possível”, não querendo fixar-se em nomes. Mas, ao mesmo tempo, garantindo que empresários do porte de Edson Campagnolo (FIEP) e Darci Piana (Fecomercio) estariam na relação de nomes possíveis para, por exemplo, a vice de Ratinho Junior.
E a eles acrescentou o nome de Norberto Ortigara, que por sete anos foi secretário de Estado da Agricultura, nome com densidade no agrobusiness.
E mais: o prefeito de Assis Chateaubriand também estaria no periscópio de Ratinho, com vistas à Vice.
– Claro que não queremos ficar centrados em cogitações de segmentos empresariais sindicais. Há pelo menos dois empresários, nomes consistentes, e com larga aceitação no mundo do agronegócio, que merecem especial atenção do Junior e do PSD, registrou ainda a mesma fonte.
OS CONSELHEIROS
Os dois nomes de mais expressiva influência no aconselhamento político de Ratinho Junior continuam a ser os deputados Guto Silva e Márcio Nunes.
“Mas quem conduz o processo todo é o próprio Ratinho”, observa outra fonte, ligada ao PRB.
Os partidos hoje engajados na campanha de Ratinho Junior são o PSD, PSC, PV, PR, PRB.
STEPHANES: UNANIMIDADE
O veterano Reinhold Stephanes seria um “primus inter pares” entre todos os próximos de Ratinho: tem aceitação ampla e irrestrita como orientador do pré-candidato, sobretudo por sua experiência política comprovada, e a larga visão e penetração no universo da economia do Paraná.
BOLSONARO
Jair Bolsonaro, com seu discurso à direita do espectro político, se adequaria, com sua pregação, “à perfeição, ao voto dos paranaenses, que rejeitam as esquerdas em 75% de seus eleitores”, observou-me fonte do partido PSL.
FRANCISCHINI
Para essa fonte ainda, desta maneira, o candidato de Bolsonaro ao Senado, Fernando Francischini, pode caminhar para ser “um desejado de todas as nações”.
Mas o grupo de Ratinho – e o PSD – reconhecem que Cristiana Yared e Ney Leprevost seriam igualmente fortes nomes para ganhar a legenda para o Senado. O deputado federal Takayama, também estaria nesse rol, apesar dos problemas que enfrenta na PGR.
WILSON PICLER
Observadores do mundo político vão adiante: homem público francamente engajado nas propostas de Bolsonaro é o professor e empresário, dono do poderoso grupo Educacional Uninter, Wilson Picler. Só que agora não se mostra mais disposto a concorrer também ao Senado.
Picler há pouco assumiu posição de CEO do Uninter, o que demonstraria a seu pouco interesse em manter-se disponível a concorrer em outubro.
ORIOVISTO GUIMARÃES
Não faz sentido, mas ouvi ontem de político do PSC – um dos partidos de Ratinho Junior -, que “ele pode até convidar Oriovisto Guimarães para ser seu vice”.
Essa possibilidade dificilmente se consumaria, porque, sabe-se de antemão, que o Podemos, de Álvaro Dias, legenda em que se abriga Oriovisto, “jamais” se aliaria a uma candidatura (como a de Ratinho) que se oponha a de Osmar, seu irmão.
ALIANÇA FAMILIAR
O certo mesmo é que Álvaro Dias está interessado em aglutinar o maior portfólio de legendas em torno de seu nome à Presidência. Mas não pagará, jamais, o preço de uma ruptura familiar, até para cumprir promessa de unidade feita a seu pai (in memoriam), seu Silvino Dias, o patriarca da família.

