sábado, 27 junho, 2026
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DENÚNCIAS DE BRIGAS E FURTOS CERCAM O ACAMPAMENTO PRÓ-LULA

Acampamento: não reina a paz
Acampamento: não reina a paz

Membro do grupo de apoio pela libertação de Lula, um estudante, que não quer seu nome divulgado, alerta para acontecimentos recentes no acampamento de apoiadores instalado em um terreno próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

CONFUSÃO DIÁRIA

“É uma confusão diária”. Há confrontos entre militantes, brigas domésticas de casais e até furtos registrados por coordenadores do grupo, sem que as autoridades policiais sejam chamadas.

“MADAME”

O estudante, que não faz parte do grupo de acampados, mas participa das reuniões diárias dos “coletivos” pró-Lula, diz que, com o passar dos dias, houve um crescimento interno de tensões e de revolta por parte de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) que se dizem abandonados por políticos petistas. Entre os responsáveis citam a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, tratada como “madame” no acampamento, e a deputada estadual gaúcha Manuela D´Ávila, pré-candidata à presidência pelo PCdoB.

CERVEJA, CHURRASCO E NAMORICO

O estudante, que participa de um grupo de estudos filosóficos no centro politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que o som alto em algumas barracas tem provocado desavenças entre os acampados.

Militantes mais fervorosos reclamam do desvirtuamento da proposta inicial de luta pela libertação de Lula e de um “clima de festa” com cerveja, churrasco, ‘namoricos’ e bate-bola nas ruas”.

DECIBÉIS FORA DA LEI

Na sexta-feira passada (4), um delegado da Polícia Federal, morador do Santa Cândida, bairro onde foi alugado um terreno para os manifestantes acampados, quebrou um equipamento de som usado para saudar o ex-presidente Lula diariamente, cujos decibéis, segundo ele, estariam bem acima do permitido por lei.

A atitude do delegado não foi correta: ele poderia ter reclamado o auxílio de policiais para contornar o problema. Resolveu, no entanto, usar o seu “próprio poder de polícia…” Too bad.

SÚPLICA INFRUTÍFERA

Os episódios também levaram o prefeito de Curitiba, Rafael Waldomiro Greca de Macedo, a “suplicar” à Justiça a transferência de Lula. Ele defende o deslocamento do petista para o Complexo Médico Penal de Pinhais, onde estão outros presos da Lava-Jato, ou para São Paulo, local de domicílio do ex-presidente.

DRONE BRANCO

Um drone branco completa o cenário barulhento da região, desde a prisão de Lula, há um mês. Ele é usado pela Polícia Federal para monitorar a movimentação de manifestantes no entorno do prédio da superintendência.

Em reportagem de capa, a revista “Veja” informa nesta semana que os drones que não pertençam à PF podem ser abatidos a tiros caso sobrevoem a área durante o banho de sol de duas horas a que Lula tem direito.

Trata-se de uma imposição do próprio petista quando se entregou à polícia para cumprir a pena de 12 anos e um mês no caso envolvendo o triplex de Guarujá. A Justiça concordou.

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