
A pesquisa de intenção de voto à presidência da República, divulgada dia 2 pela Paraná Pesquisas, mostra o que já era cantado em prosa em verso em sondagens anteriores. O pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, do nanico PSL, bateu no teto.
“MITO”
Salvo quando o nome do ex-presidente Lula é incluído no disco de pré-candidatos apresentado ao entrevistado, Bolsonaro surge na liderança em todos os cenários. Com o petista Fernando Haddad na lista, o deputado federal, apelidado de “mito” por seus eleitores, aparece com 20,7%, índice idêntico ao daquele em que nenhum petista é incluído na relação da pesquisa estimulada.
A SINA DOS 20%
Já quando o nome de Lula é incluído, Bolsonaro aparece em segundo lugar, mas mantém praticamente o mesmo índice de votação, neste caso 20%. Lula lidera com 28%, oito pontos à frente do adversário.
ADEUS ANTI-LULA
O índice de Bolsonaro, assim, parece ter chegado ao seu limite. A tendência, segundo especialistas, já identificada em pesquisas anteriores, é a de que o ex-capitão do Exército, ao perder o seu principal alvo de ataques, o ex-presidente Lula, foi deixado de lado pelo eleitor que não via nele um candidato da direita ideológica (se é que ela existe), mas a encarnação do anti-Lula.
POR BAIXO
Sem a referência é pouco provável que Bolsonaro consiga catapultar seus índices de intenção de voto além da marca já estabelecida. A tendência, pelo contrário, é quem com o início da campanha e o despertar do interesse do eleitor, o deputado federal tenda a minguar seus índices, nivelando-se aos demais pré-candidatos na disputa.
ALVARO NA ESCALADA
No primeiro cenário, com Haddad incluído entre os postulantes, Marina Silva aparece com 12%, empatada tecnicamente com Joaquim Barbosa (11%), Ciro Gomes (9,7%) e Geraldo Alckmin (8,1%), que parece ter ganhado algum fôlego. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Também citado na pesquisa, o senador paranaense Alvaro Dias (Podemos) tem 5,9% das intenções de voto, seguido de Haddad (PT), com 2,7% e Manuela D´Ávila (PCdoB) com 2,1%. O presidente Michel Temer surge depois com 1,7%, seguido do empresário do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha (PRB), com 1%.
NINGUÉM
No segundo cenário, sem nenhum candidato do PT na lista, as posições praticamente se mantêm. Bolsonaro lidera com 20,7%, seguido de Marina Silva, com 13,3%, Joaquim Barbosa (11,2%), Ciro Gomes (10,1%), Geraldo Alckmin (8,1%) e Alvaro Dias (6,1%). Nesse cenário e no anterior, o porcentual daqueles que disseram que não votariam em ninguém é expressivo: 17,5%.
CONDIÇÃO “PÉTREA”
Com Lula incluído na relação, é o petista quem lidera a pesquisa com 27,6%, seguido de Bolsonaro, com 19,5% (uma condição “pétrea”), seguido de Joaquim Barbosa, que desta vez aparece na frente de Marina Silva (9,2% ante 7,7%), Geraldo Alckmin (6,9%), Ciro Gomes (5,5%) e Alvaro Dias (5,4%). A popularidade de Lula explica a queda do número dos que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos (9,6%). Também justifica a queda nos índices de pré-candidatos de esquerda que aparecem em melhor colocação nos outros cenários apresentados, caso do pedetista Ciro Gomes. A Paraná Pesquisa ouviu 2002 pessoas em 154 cidades do país entre os dias 27 de abril e 2 de maio. A margem de confiança é de 95%.
