Em ano de eleição, sempre mais pontual que enchente na Cidade Industrial de Curitiba, basta que estiquem um santinho e, ato involuntário, o cidadão ergue as mãos. Que levem a bolsa ou a dívida.
FESTA DA DEMOCRACIA?
Com 83 partidos (até a última contagem) espremendo-se no horário eleitoral, o voto consciente, o voto útil e a festa da democracia tornaram-se uma piada que só nós, brasileiros, temos o desprazer de contar.
INODOROS

Os otimistas do voto consciente, antes fiéis da seita “Universo em Desencanto”, esmeram-se em explicar aquilo que nem Freud conseguiu. Para provar a sua teoria colocam à disposição dos eleitores a ficha de cada político, certos que os idôneos de hoje não podem ser os inodoros de amanhã, se não me perco no português.
PODE VIR CRENTE
Pois se é assim, nada mais justo que o voto branco, o voto nulo e o não voto tenham também seus representantes nos debates, na propaganda eleitoral e nos santinhos que de santos não tem nada. Quem sabe assim teríamos slogans mais realistas: “O melhor governo é o que menos governa”, assinado Henry David Thoreau.
