
Eram 10h45min desta sexta-feira, 9, ouvi declaração que coloca fim a uma das esperas mais “dolorosas” da pré-campanha ao Governo do Estado: Osmar Dias – que viajava de carro a caminho de Pato Branco – foi incisivo, não sairá do PDT.
– Vou ficar no PDT, partido em que estou há 17 anos, presido no Paraná, e no qual tenho plena liberdade de ação, voz e poder de decisão.
Não mudo de partido como quem muda de camisa, disse.
E, numa espécie de grito de guerra e advertência, avisou “a quem interessar possa”: “Está de volta o Osmar da barba preta…”
Aos bons entendedores que entendam a advertência.
E mais, acrescentou o virtual candidato ao PDT ao Palácio Iguaçu:
garantiu que “não entraria num partido em que não pudesse ter o comando” e no qual não fosse livre para fazer seu discurso programático, expondo livremente seu pensamento.
LIMITES DO PSB
Com a declaração de Osmar ficou claro que a reunião que ele terá na próxima terça, 13, em Brasília, com a direção nacional do PSB, se cingirá apenas a tentar a adesão dos socialistas à sua campanha:
“Pretendo formar o maior arco de alianças possíveis para minha campanha, o que pode incluir o PSB.”
Um dos obstáculos que Osmar diz ter encontrado para formar certas alianças, está, por exemplo, em seu discurso “claro e objetivo” contrário à política de pedágio desenvolvida pelo Governo do Paraná.
Acredita, por outro lado, na possibilidade de ingresso do PSB numa aliança com o PDT, em torno de seu nome, assim como de outros partidos.
PROFESSOR LUIZÃO
Pragmático e incapaz, como diz, de adotar posições discriminatórias, Osmar olha com simpatia também partidos como o PRB, legenda criada e controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus.
Nesse partido, exalta um nome, o do Professor Luizão, ex-PT, ex-prefeito de Pinhais, “liderança inconteste, que exerceu competentes administrações na cidade”.
CONVITE DO PMDB
Depois de citar sua decisão de permanecer no PDT, Osmar Dias fez questão de registrar recente contato do ministro Carlos Marun com ele.
No telefonema, Marun foi claro e objetivo: ofereceu-lhe a legenda do PMDB. E se disse seu admirador.
O convite é relevante sobretudo pela importância gigantesca do PMDB.
CAMPAGNOLO? NÃO
Se prevalecer a disposição de Osmar Dias mostrada nesta sexta, 9, o presidente da FIEP, Edson Campagnolo, não será seu vice na chapa para o Governo:
“O Campagnolo esteve comigo, tratamos da vice. Mas ele fez o mesmo, em seguida, com o Ratinho Junior…”

Para Osmar, Campagnolo já exerce um papel importante: na campanha de Alvaro no Paraná está coordenando a ala empresarial em torno do senador do Podemos em seu pleito presidencial.
Osmar, por outro lado, não partilha da opinião segundo a qual o procurador da República Deltan Dalagnol concorrerá ao Senado. Acredita que o procurador não estaria disposto a renunciar a uma carreira sólida em busca de uma eleição improvável.
Sobre a eventual candidatura do ex-senador Flávio Arns ao Senado, pela Rede de Marina Silva, nada declarou. No máximo admitiu que não tem acompanhado a trajetória de Arns.
ESTÁ NA ESTRADA
“Aroldo, ao contrário do que você tem publicado, não desapareci, continuo, como nunca em campanha”, alfinetou-me Osmar, quando se encaminhava para Pato Branco onde teria ampla agenda na sexta. No sábado, deslocar-se-ia para Francisco Beltrão, para evento do agronegócio.
– Estou mais ativo do que nunca, e dou preferência a visitar e fazer contatos com lideranças de cidades-polo.
À minha reclamação a falta de informações sobre sua campanha, Osmar foi absolutamente franco:
– Não tenho dinheiro para pagar assessoria de imprensa. Esse é um problema que, logo mais, o PDT vai resolver.
