Aroldo,
A propósito do carnaval, eis o que escreveu o Informe JB, no Carnaval de 1980:”Com o fim do carnaval, remove-se o entulho das ruas, mas não há como remover o lixo pornográfico estampado nas publicações interessadas em explorar o que se recolhe de mais sórdido nos salões dos bailes (e nas ruas) carnavalescos. A carne dos que participam de tais festins é apresentada em fotos coloridas, nas mais grotescas posições e vendida à curiosidade popular que se inclina pelo obsceno. Trata-se de um escândalo nacional que conspurca o espírito da Quaresma, em plena Quarta Feira de Cinzas.

É preciso deixar bem claro: não é só o pudor que condena a exploração destas orgias. É, também, o respeito à dignidade do corpo humano, assim corrompido. Quem produz tal pornografia deve ser responsabilizado e apontado à consciência moral da sociedade. Pois, pela avidez de lucros maiores, está fazendo um comércio sujo e sórdido, que não merecia outro destino se não os caminhões de lixo”.
ZAIR SCHUSTER, jornalista, escritor, pesquisador da história do saneamento no Brasil
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“A IGREJINHA ESTÁ DANDO CERTO”
A propósito de recente nota da coluna sobre a vinda de venezuelanos para o Paraná, segue carta da leitora Ingrid:
Aroldo.
Eles (os venezuelanos) já estão aqui. Pertinho, abriram uma lanchonete, muito boa por sinal, mas como a tendência brasileira no momento também é a de fechar, não deu certo. O rapaz contou que tinha trabalhado durante 15 anos no Santander, e que dinheiro não faltava, mas comprar o quê?
Não tem o que comprar !!!!!
Estão em Quatro Barras.
E abriu outra igrejinha também aqui perto (estas estão indo bem), o “cuidador” é haitiano.
INGRID TER POORTEN, Curitiba
