terça-feira, 12 maio, 2026
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A FENAJ E OS SINDICATOS DE JORNALISTAS NÃO TÊM MAIS NADA A DIZER

96-fenaj2901Os nomes dos diretores da Fenaj, a Federação Nacional dos Jornalistas, dizem tudo. Salvo aquela carteirinha vendida a preço exorbitante (e que nem vale meia no cinema), a entidade e seus dirigentes não acrescentam dez réis de mel coado a qualquer debate que envolva a profissão ou o país.

IMOLAÇÃO

Em 2014, os sindicatos de jornalistas de São Paulo e do Paraná organizaram imolação da revista “Veja” por publicar capa com as fotos de Dilma Rousseff e Lula e o título “Eles sabiam”. A reportagem dava conta de que ambos tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. A Fenaj julgou aquilo uma afronta, um golpe, e tratou de ‘incendiar’ o debate, literalmente.

O ABISMO DEMOCRÁTICO

Agora, a Fenaj sai novamente a público. Desta vez para acusar o ‘golpe’ que levou ao impeachment de Dilma em 2016 e a condenação de Lula na Lava-Jato, no ano passado. Entre a manifestação da entidade de jornalistas e a realidade há um abismo que confronta, de um lado as aspirações democráticas, de outro a bandalheira do Estado.

COLETIVOS E SOVIETES

Não é segredo. A Fenaj acalentou durante muito tempo o controle da comunicação através de coletivos, conselhos ou sovietes instalados nas redações. Quando Lula diz que quer democratizar a comunicação, traduza-se que, se eleito presidente, ele pretende criar um monitor ideológico e subtrair toda notícia que seja contrária ao seu governo e aos interesses que o circundam. Democracia não é isso. Democracia é outra coisa.

CASSANDO DIPLOMAS

É de se imaginar o que seria dos jornalistas que não rezam a mesma cartilha se a Fenaj tivesse poderes suficientes para barrá-los em empregos ou criminalizá-los por matérias que a desagradassem. O Sindicato dos Jornalistas do Paraná já flertou com essa possibilidade ao tentar cassar o diploma de Joice Hasselmann, acusada de plagiar matérias em seu blog, ou imiscuir-se no conselho de ética, que é órgão independente da entidade, para pressionar jornalistas. O propósito da intimidação deixa entrever a espécie de esquerdismo que habita a entidade. Não a esquerda esclarecida, certamente.

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