segunda-feira, 11 maio, 2026
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FLIBI FOI UMA LIÇÃO DE COMO EDUCAR PARA BOA LITERATURA

Rogério Pereira: mérito maior foi dele
Rogério Pereira: mérito maior foi dele

Apesar de 2017 ainda não ter acabado, afirmo, sem medo de exagerar, que um dos eventos mais relevantes do ano foi a primeira edição da Festa Literária da Biblioteca, a Flibi, realizada de 23 a 28 de outubro na Biblioteca Pública do Paraná. O evento concentrou em uma semana diversas atividades, o que já vem acontecendo desde que Rogério Pereira assumiu a direção da BPP, em 2011.

Durante o período da Flibi, a BPP voltou a viver grandes dias de integração com a comunidade cultural paranaense, coisa que não via há anos. A promoção me trouxe à memória tempos em que a Biblioteca abrigava mostras internacionais de arte (com Tamaio, Siqueros, Rivera, entre outros), festivais de filmes de arte, abrigando também o Teatro Universitário da UPE e a Cinemateca de Curitiba.

MAIS QUE LIVROS…

A BPP, fato consumado, se tornou um centro cultural, bem mais do que apenas um local onde se emprestam livros. Como tinha sido nos anos 60/70. E a Flibi ofereceu aos 3 mil frequentadores espontâneos diários do prédio histórico música, cinema, teatro e literatura, tudo com acesso gratuito.

JUCA LOTOU

Vinte autores participaram de bate-papos ou lançamentos de livros. O jornalista Juca Kfouri lotou o auditório, reformado para a celebração dos 160 anos da BPP, na noite do dia 26 de outubro, e ainda autografou Confesso que perdi, livro recém-publicado em que ele revisita os seus 50 anos de imprensa e polêmica.

DIEGO ANTONELLI

Outros autores também marcaram presença na Flibi, do pernambucano Raimundo Carrero ao jornalista Diego Antonelli, que falou sobre a História do Paraná. E por falar em Paraná, gostaria de assinalar a presença expressiva de autores paranaenses no evento. Isso se deve à curadoria do escritor e jornalista Marcio Renato dos Santos, leitor atento e conhecedor da produção local (e também nacional e internacional). Andressa Barichello, Carlos Machado, Fernando Koproski, Geraldo Magela, Guido Viaro, Julie Fank e Yuri Al’Hanati foram alguns dos nomes locais que brilharam na Flibi.

O GRANDE KARAM

Mas um dos grandes méritos da Flibi foi ter escolhido como autor homenageado Manoel Carlos Karam (1947-2007) (meu colega de turma no Jornalismo da antiga Universidade Católica do Paraná, depois PUCPR).

Dez anos após a morte do catarinense que se radicou em Curitiba, Karam “viveu” durante a Festa Literária da Biblioteca.

TEATRO URUBU

A Cia de Teatro do Urubu realizou leitura de trechos dos livros do autor em 10 espaços da BPP e, no dia 27, aconteceu a encenação de “A Serenata”, happening com Michelle Pucci e Marc Olaf, que teve início no hall térreo, seguiu pelos corredores até o auditório, onde foram realizadas performances, com direito a música e projeções de imagens.

MÉRITOS SÃO DE ROGÉRIO

Teve muito mais, música e cinema, inclusive programação para crianças e, na manhã do dia 28, o Cantateca, o coral infantojuvenil da BPP, lotou o espaço térreo para uma apresentação que marcou o encerramento deste evento.

A Flibi, registro, por dever de justiça, mostra a excelência da gestão Rogério Pereira, jornalista e escritor da alta qualidade e, agora, confirmado como um gestor pra lá de eficiente.

A Serenata fez homenagem a Karam
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Cantateca no encerramento da Flibi
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Flibi também para crianças
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Juca Kfouri lotou o auditório da BPP
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