
O artigo sobre Nêgo Pessoa, na revista Ideias de novembro, está excelente. Acho que está entre os melhores de sua lavra. Ouso dizer que é o melhor sem ter lido todos. O caro colunista foi privilegiado também com o personagem. Certamente um homem curioso que nos rasga afetos despropositados, mesmo que tenha sedimentado uma fama de ranzinza emérito durante a vida.
A história da morte é convidativa. Antes é a história do cortejo e da cerimônia fúnebre quem nos atrai. Ou nos prenuncia o medo e as “visagens” O resto é terra sobre terra. Ou cinzas.
FOI LITERÁRIO
O jornalista foi literário acima de tudo, a ponto de me fazer tocar um velho realejo: publique. Reúna os melhores perfis e mande à impressão.
Se não para aplacar a vaidade que tem mas guarda sob manto indevassável, ao menos para que preste contas aos descendentes que, afinal, merecem essa contabilidade literária. São poucos, hoje em dia, e Nêgo Pessoa era um deles (já foi, em nuvens), que tem o dom de nos oferecer leitura prazerosa. Tenho aqui, juro, ao meu lado, uma porção de recortes de jornal que colecionei ao longo da vida. Desde que me entendo por gente, ao menos. O motivo está longe da informação e perto da qualidade ímpar dos textos. Acalento ainda a ideia de que eles em mim se entranharão por osmose. Em vão.
OS BÍPEDES
Aos leitores da coluna do Aroldo Murá, os bípedes ao menos (*copyright Nêgo Pessoa), caso este bilhete venha a ser publicado, eis a recomendação: o quase-obituário, quase-memória, do jornalista publicado na revista “Ideias”, edição de novembro, é obrigatório. (“Nêgo Pessoa 1942-2017 – Amizade Revisitada”).
NA REVISTA IDEIAS
Veja na Revista Ideias de novembro 2017:
http://www.revistaideias.com.br/2017/11/10/nego-pessoa-1942-2017-amizade-revisitada/
Edição de setembro, por Fabio Campana:


