domingo, 10 maio, 2026
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CRISTINA SCHWANSEE ROMANÓ É DO PR. E É LINHA DURA

Cristina Schwansee Romanó
Cristina Schwansee Romanó

Nada mais curitibano do que o nome de Cristina Schwansee Romanó, que lembra suas origens na Capital, de cepas germânicas e italianas.

Ela é parte da nova e poderosa equipe da procuradora geral das República, Raquel Dodge, que a escolheu para chefiar a Procuradoria de Cooperação Internacional. Currículo não lhe falta: atuou na corte Pena Internacional de Haia, no processo que condenou o genocida Slovoban Mislosevic. Entre outras posições.

Formada em Direito pela UFPR, estudou na Universidade Federal do Paraná de 1980/84. E doutorou-se na Gold Gate School of Law, Estados Unidos., de 1986/89.

Tem uma ampla série de artigos publicados em publicações internacionais, sobre temas como defesa do meio ambiente, tributos, etc.

É uma poliglota: além do português, domina espanhol, inglês e francês.

Com Cristina a PGR tem pela primeira uma mulher nessa posição, que ganhou relevância mundial com a repercussão internacional da Lava Jato.

O pai de Cristina foi o médico curitibano Carlos Alberto Romanó

Leia abaixo noticiário da Agencia Estadão dando conta de uma posição “linha dura” de Cristina:

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CNJ DÁ AVAL A PROMOÇÃO DE JUÍZAS ACUSADAS DE CRIME

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por maioria de votos, cancelou a liminar concedida na semana passada pelo conselheiro Antônio Umberto de Souza Júnior, que suspendeu a indicação das juízas federais do Rio de Janeiro, Lana Maria Fontes Regueira e Salete Maria Polita Maccalóz, para os cargos de desembargadoras do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região (Rio e Espírito Santo). Lana Regueira é alvo de denúncia pelos crimes de peculato, estelionato e formação de quadrilha. Já Maccalóz é investigada por peculato, corrupção passiva, prevaricação e formação de quadrilha. A liminar suspendendo a indicação das duas foi dada dia 1º, a pedido da procuradora-chefe da Procuradoria Regional da República do Rio, Cristina Schwansee Romanó, para quem “as referidas juízas de forma alguma preenchem os requisitos constitucionais e legais necessários ao cargo de membro do Tribunal”. Para a procuradora, a nomeação delas atenta “frontalmente contra o princípio da moralidade estatuído no artigo 37, caput da Constituição da República e demais normas da Lei Orgânica da Magistratura”.

SEM DETALHES

Hoje, o conselheiro Souza Júnior, ao confirmar a suspensão da liminar, não quis entrar em detalhes, alegando que ele próprio colocou o processo em segredo de Justiça, uma vez que a procuradora-chefe fez referências a peças sigilosas em seu pedido. A informação que chegou à Justiça Federal do Rio é de que nove votos foram contrários à suspensão das promoções e apenas quatro favoráveis à liminar. A partir da decisão do plenário do CNJ, os nomes das juízas serão remetidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que sejam promovidas por antiguidade.

SEM ALTERNATIVA

Souza Júnior admitiu que Lula, num caso como este, não tem alternativa. “É uma vontade dirigida. As promoções deverão ocorrer”. A promoção delas foi aprovada pela maioria dos desembargadores do TRF, no dia 11 de setembro, apesar da posição contrária do corregedor do tribunal, desembargador Sérgio Feltrin. (MARCELO AULER, Agencia Estado, 08 Outubro 2008)

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