sábado, 9 maio, 2026
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ROSY ANALISOU VIDA DE VILLA LOBOS EM PARANAGUÁ

Rosy de Sá Cardoso: pesquisadora; Villa Lobos: passagem paranaense; Foto histórica de Alberto Veiga
Rosy de Sá Cardoso: pesquisadora; Villa Lobos: passagem paranaense; Foto histórica de Alberto Veiga

Para que não pairem dúvidas, enquanto o livro “Encontros do Araguaia – construtores do Paraná no século 20” (título provisório) não está pronto: o jornalista Luiz Geraldo Mazza, 86, em amplo depoimento de quatro horas para a obra, garantiu que foi a jornalista Rosy de Sá Cardoso, 91, quem pôr primeiro pesquisou a presença de Villa Lobos no Paraná.

Mazza, numa preciosa deambulação em torno de sua infância e mocidade em Paranaguá, recordou que o maestro das ‘bachianas’ viveu certo tempo em Paranaguá. Foi acolhido pelo tio-avô de Mazza, o forte empresário Alberto Veiga, em sua empresa.

O que pouca gente sabe é que o músico veio para o Paraná fugido da polícia carioca: foi por ela acusado de perturbar o sossego público, ao promover cantorias e festas, sem atentar para o alvoroço que elas provocavam.

CAIXEIRO VIAJANTE

Embora tendo conduzido concerto na cidade, a vida do maestro em Paranaguá foi a de um simples caixeiro viajante da firma de Alberto Veiga.

Rosy de Sá Cardoso tem uma biografia pontilhada de muitas e importantes reportagens, frutos quase sempre de pesquisas. Não trabalha com a “achologia” em situações em que é precioso matar a cobra e mostrar o pau. O faro jornalístico de Rosy apenas aguça seu espírito de pesquisadora histórica.

INSTITUTO HISTÓRICO

A pesquisa sobre Villa Lobos, depois de documentada em boletim do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, serviu de referência para estudos e reportagens sobre o maestro. A jornalista passou dias no Rio de Janeiro, em muitas horas de trabalho/pesquisas, no Museu Villa Lobos.

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