
Jubal Paulo Dohms, morto no último dia 15, aos 91 anos, teve mais um trecho de sua história de vida – e a de seus antepassados – descrita pelo filho, o publicitário Jubal Sérgio Dohms, em seu perfil no Facebook.
Abaixo, segue a publicação:
2 – 67 ANOS DE UNIÃO COM CLEMENE
Jubal Paulo e Clemene (a dona Téia), meus pais, viveram juntos por 67 anos. Nos dois últimos ele chamava por ela diariamente.
Quando eles completaram 60 anos de casamento, a família reuniu-se e foi à Paróquia São Francisco de Paula, na Rua Desembargador de Motta, do então Pe. Ricardo, hoje Dom Ricardo Hoepers, da diocese de Rio Grande (RS). No livro de rezas, não constava nenhuma prece relativa às bodas de Diamantes. Só havia até Bodas de Ouro. A benção aconteceu, com uma adaptação de Pe. Ricardo, e foi bonita!
Ali estava um casal que para unir-se precisou vencer barreiras, étnica e religiosa. Casaram-se na Catedral de Curitiba.
3 – ELA CATÓLICA, ELE LUTERANO
Clemene era católica, descendente de franceses (Nicolas – pronuncia-se Nicolá – e Boulart), austríacos (Raap). Era neta de Leon Nicolas, sobrinha da poeta Maria Nicolas. Filha de João Nicolas e da professora Luiza Mathilde Raap Nicolas.
Jubal era luterano, descendente do Pastor Dohms que veio da Alemanha ao Brasil e criou a Faculdade de Teologia, em São Leopoldo (RS). Filho do Coronel João Dohms, que foi comandante da Polícia Militar do Paraná e de Thercilia Pereira Dohms, filha de um português que tinha moinho na ilha do Cacatu, em Antonina. Os fandangueiros do litoral são da família Pereira.
