A campanha petista está animada com uma virada do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro já no começo da próxima semana. Tracking interno do partido (que não pode ser divulgado) mostram a curva crescente de Lula impulsionada por três fatores. Além disso, setores do partido ouvidos pela Coluna apontam que, se as tarefas forem mantidas, o PT poderá conseguir uma vitória histórica.
A aproximação de Lula ocorreu pelo forte engajamento que tem acontecido nas redes sociais. A campanha mudou e atraiu declaração de votos de muita gente que não se envolve com a política, principalmente influencers. Isso fez com que a disputa eleitoral ganhasse humor e otimismo diferentes. Soma-se a isso, principalmente, ao Exército de Lula, criado pelo deputado André Janones, que conseguiu dar direcionamento ao debate.
A censura promovida pelo TSE, na figura do ministro Kassio Nunes Marques, que tirou o grupo do ar por 48 horas, também ajudou a iniciativa de Janones ser divulgada em toda a imprensa tradicional. Até o momento em que esta coluna foi escrita, o grupo Exército do Lula conta com 4,7 milhões de participantes no WhatsApp.
Outro fator fundamental, segundo fontes da Coluna, tem sido a movimentação de rua. Para além dos atos organizados pela campanha de Lula, manifestações espontâneas como a que aconteceu em Curitiba por parte dos jovens, tem trazido ar de rebeldia e enfrentamento ao “sistema”. A juventude entendeu que pode vencer a eleição.
Esses dois fatores são somados à mobilização do campo cultural e artístico, que tem declarado apoio e voto diante da ameaça de retrocessos em um novo governo Bolsonaro.
Por outro lado, para a virada ter êxito, os petistas se mobilizam para realizarem atos no sábado (17) e, principalmente, no domingo (18). Manifestações estão sendo organizadas por todo o país com o objetivo de dar respaldo ao presidente Lula para o debate que ocorre a noite, na TV Band.
Outro trunfo que deve aparecer no tracking é justamente a aprovação pelo Senado, nesta semana, do fim da escala 6 por 1. A medida já chegou às ruas e deve ser tema de debates nos próximos dias.
Ratinho Junior e Sergio Moro fazem primeiro encontro após a eleição
Foto: Victor Coutant
Blog Politicamente – Ratinho Junior e Sergio Moro se encontraram pela primeira vez depois da eleição. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (15) no Palácio Iguaçu, marcando de fato o início da transição dos governos.
Do lado do atual governador, participaram o chefe de gabinete Daniel Vilas Boas e o vice-governador Darci Piana. Moro foi para a reunião apenas com Lucas Góes, que é dado como certo em sua gestão: Lucas Alves de Lima Barros de Góes é servidor federal e atualmente é o chefe de gabinete do senador. E deve exercer a mesma função no Palácio Iguaçu.
A reunião durou cerca de 40 minutos e foi marcada pela diplomacia — apesar do desconforto inicial. Também pudera, embora a disputa eleitoral tenha transcorrido até dentro de alguns limites aceitáveis, por vezes os golpes desferidos pela campanha do 55 foram abaixo da cintura.
Mas a página da eleição parece estar virada. Ratinho destacou Daniel Vilas Boas para o ser o ponto focal do trabalho de transição. O Chapéu Pensador foi disponibilizado para servir de base de trabalho à equipe de transição de Sergio Moro. O governador eleito deixou claro na reunião que apenas ele e Lucas Góes estão autorizados a tratar sobre a transição — e mais ninguém.
De olho em 2028, Requião Filho monitora rumos do PDT
Créditos: TV Band Paraná
Blog Politicamente – O PDT não conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026 e já começa a discutir o futuro político olhando para outras legendas que também não atingiram os critérios de desempenho nas urnas.
Está marcado para o próximo dia 27, logo após o 2º turno das eleições presidenciais, uma convenção nacional, marcada pelo presidente Carlos Lupi, quando será debatida a possibilidade de federação, incorporação ou fusão com outras legendas. No radar do PDT estão o PSB, PSOL, Rede, PSDB, Avante, PRD e Solidariedade. Destes, só os tucanos e o PSB atingiram a cláusula de barreira.
Quem está especialmente de olho nos rumos que o PDT vai tomar é o deputado estadual Requião Filho. Não só pela questão partidária, mas pelo futuro político, após disputar o Palácio Iguaçu e ficar na terceira colocação com 1,4 milhão de votos — colado em Sandro Alex (PSD), que teve 1,5 milhão de votos, mesmo com toda a estrutura política do governo.
A estabilidade eleitoral mantida durante toda a disputa pelo governo, afastando a ideia de um recall do sobrenome Requião, além do desempenho nas urnas, o credencia para postular o posto de prefeito de Curitiba em 2028.
Requião Filho concorreu ao cargo de prefeito apenas em 2016, quando ficou em 5º lugar com apenas 52 mil votos. Agora, 10 anos depois, o deputado do PDT chegou aos 263 mil votos na capital. Para se ter uma ideia, Cristina Graeml, em 2024, foi para o 2º turno com 291.523votos contra Eduardo Pimentel.
Os números permitem que Requião Filho trabalhe para disputar o Palácio 29 de Março em 28. E este cenário já vem sendo estudado e desenhado.