sábado, 9 maio, 2026
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OPINIÃO DE VALOR: O FUTURO DO BRASIL: IMPASSES E PERSPECTIVAS

Rafael de Lala Sobrinho
Rafael de Lala Sobrinho

Por Rafael de Lala Sobrinho (*)

Durante evento promovido pelo Instituto Ciência e Fé de Curitiba, no último sábado, o professor José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, apresentou o tema “O futuro do Brasil pós-2018: Impasses e Perspectivas”. Alinhando dados do IBGE, Banco Mundial e outras fontes confiáveis o economista mostrou os efeitos da estagnação registrada na economia nacional durante os últimos anos e, sobretudo, a persistência do fenômeno de baixa produtividade.

NOSSA DEFICIÊNCIA

Essa deficiência torna o trabalhador brasileiro menos produtivo do que o europeu e, principalmente o norte-americano; resultando num PIB per capita da ordem de um quinto do desfrutado pelos americanos do norte.

Pio assinalou fatores que levam a esse baixo desempenho: deficiência em capital físico (infra-estrutura em geral, equipamentos fabris, base empresarial), agregado sociocultural (níveis de educação e saúde) e arquitetura falha das instituições nacionais.

RECURSOS NATURAIS

As exceções positivas estão na dotação de recursos naturais (território, água e clima) – sobretudo o setor “agro” em que a produtividade do Brasil em terras tropicais torna o país um dos maiores produtores mundiais – e raras janelas de incorporação de tecnologia (por seguro, estava pensando na fabricante de aviões Embraer).

Como primeiro passo, Pio endossa a prioridade de elevação da taxa de investimentos, o cuidado com a formação educacional e o olho na tecnologia (itens que fazem a diferença comparada com os países ricos).

REFORMAS

Entre os comentadores, o professor Judas Tadeu Grassi Mendes propôs um acelerado programa de desestatização, inclusive com oneração de alunos abonados de universidades públicas. O ex-ministro Euclides Scalco, declarando-se pessimista quanto ao momento nacional, colocou prioridade na arena política: só a reforma das instituições que formam o poder do Estado pode destravar as perspectivas do país. A começar pela reformulação do sistema de partidos, mais introdução da clausula de desempenho (legendas precisam conquistar um porcentual mínimo de votos nacionais para funcionar) e proibição de coligações em eleição proporcional.

DISTRITAL MISTO

Isso como preliminar para, à frente, introdução do sistema de eleição de representantes por voto distrital misto. A mudança levaria à redução do custo (e disfunções) das campanhas políticas, além de reforçar o vínculo entre o parlamentar eleito e os cidadãos votantes de sua base eleitoral. Teses que foram referendadas pelo professor Hélio Puglielli, na síntese em que elencou as conclusões expostas durante o evento.

(*) RAFAEL DE LALA SOBRINHO, jornalista, advogado, “maitre a penser” estudioso de temas político-sociais.

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