terça-feira, 1 setembro, 2026
HomeSaúde e bem-estarSetembro Amarelo, Verde e Roxo: conheça as campanhas do mês

Setembro Amarelo, Verde e Roxo: conheça as campanhas do mês

Setembro Amarelo: 1 em cada 7 adolescentes vive com transtorno mental, alerta OMS

O início do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, chama a atenção para a saúde mental dos adolescentes. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental no mundo.

Segundo a OMS, os transtornos mentais representam cerca de 15% da carga global de doenças nessa faixa etária. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade entre adolescentes, e muitos desses quadros ainda permanecem sem reconhecimento e tratamento.

O cenário torna a discussão proposta pelo Setembro Amarelo ainda mais necessária. De acordo com as estimativas globais mais recentes divulgadas pela OMS, 727 mil pessoas morreram por suicídio no mundo em 2021. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio foi a terceira principal causa de morte.

Para a psicóloga Aline Peres de Carvalho, especializada no atendimento de adolescentes, falar em prevenção exige ampliar a discussão para muito antes de uma situação de crise. “Prevenir também significa perceber o sofrimento antes que ele chegue ao limite. É importante que pais, familiares e pessoas próximas estejam atentos às mudanças de comportamento e, principalmente, construam um ambiente em que o adolescente se sinta seguro para falar sobre aquilo que está vivendo”, explica.

A adolescência é naturalmente marcada por transformações emocionais, sociais e comportamentais. Em meio a tantas mudanças, alguns sinais de sofrimento podem passar despercebidos ou ser minimizados pela família.

Alterações importantes no sono ou no apetite, isolamento, irritabilidade acentuada, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, queda brusca no rendimento escolar, desesperança e falas frequentes de desvalorização pessoal merecem atenção, especialmente quando se tornam intensas, persistentes ou começam a comprometer a rotina.

“Mais importante do que analisar um comportamento isolado é perceber se houve uma mudança significativa no padrão daquele adolescente. Quando ele deixa de fazer coisas que gostava, se afasta das pessoas ou demonstra sofrimento de forma recorrente, é importante investigar o que está acontecendo”, orienta Aline.

Setembro Verde: 5 mil tsurus simbolizam espera por transplantes em exposição do Hospital Angelina Caron

Uma dobradura de papel é pequena. Quatro mil delas reunidas ajudam a dimensionar uma espera que envolve milhares de famílias. Entre 21 de setembro e 21 de outubro, o Hospital Angelina Caron (HAC) leva ao Aeroporto Internacional Afonso Pena a terceira edição da exposição Histórias de Transplantes, iniciativa criada para aproximar a sociedade das histórias de pacientes transplantados e ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

Neste ano, a exposição ganha uma instalação formada por 5 mil tsurus, origamis tradicionalmente associados à esperança e à longevidade, que irão representar as mais de 5 mil pessoas que aguardam pela oportunidade de receber um órgão ou tecido no Paraná. A construção da instalação será coletiva e começa antes mesmo da abertura da mostra. No dia 2 de setembro, à tarde, o Hospital Angelina Caron promove uma oficina de origami aberta à comunidade, reunindo também colaboradores, pacientes e acompanhantes para o início da produção dos tsurus. As dobraduras feitas durante a atividade serão incorporadas à instalação que seguirá para o Aeroporto Afonso Pena, transformando a participação de cada pessoa em parte da exposição.

A ação acontece durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e ganha significado especial no ano em que o Hospital Angelina Caron completa 25 anos de atuação em transplantes.

HAC: trajetória ligada aos transplantes – Nesse cenário, o Hospital Angelina Caron construiu uma trajetória de referência na realização de transplantes no Paraná. Desde o início do serviço, em 2001, o HAC já realizou 3.401 transplantes, número contabilizado até 16 de agosto de 2026. Somente neste ano, até a mesma data, foram 98 procedimentos, entre transplantes de rim, fígado, coração, pâncreas-rim, córneas e medula óssea, além do transplante renal intervivos.

Em 2026, o hospital já contabiliza 34 transplantes renais, 24 de fígado, 20 de medula óssea e quatro de coração, entre outros procedimentos. São 25 anos de atuação em uma área que exige estrutura de alta complexidade, equipes especializadas e acompanhamento contínuo dos pacientes. Essa experiência também está na origem da exposição Histórias de Transplantes, criada pelo Hospital Angelina Caron para aproximar a sociedade das histórias de pacientes transplantados e ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

“É motivo de muito orgulho olhar para essa trajetória e para o que o Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron representa hoje para o Paraná. Esse reconhecimento foi construído ao longo de muitos anos, com dedicação, conhecimento e o trabalho de equipes altamente especializadas. Ser referência também nos traz a responsabilidade de continuar avançando, qualificando a assistência e estando ao lado de pacientes e famílias em um dos momentos mais importantes de suas vidas”, afirma Dr. João Eduardo Leal Nicoluzzi (CRM-PR 14148), coordenador e chefe do Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron.

Setembro Roxo reforça atenção para a fibrose cística

Verônica Stasiak, fundadora e diretora-executiva do Instituto Unidos pela Vida. Divulgação Unidos Pela Vida

Setembro é o Mês Nacional de Conscientização sobre a Fibrose Cística. Conhecida como doença do beijo salgado ou mucoviscidose, a condição rara afeta mais de 6 mil brasileiros. No mundo, são cerca de 105 mil pessoas diagnosticadas. Entre os principais sinais da fibrose cística estão tosse crônica, pneumonias de repetição, suor mais salgado que o normal, baqueteamento digital, diarreia e dificuldade para ganhar peso e crescer. 

Uma das formas de identificar a doença é por meio do Teste do Pezinho, que deve ser realizado entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. A confirmação pode ser feita pelo Teste do Suor ou por exames genéticos. Esses exames também podem ser realizados em qualquer idade quando há suspeita de fibrose cística.

Embora ainda não haja cura, a fibrose cística conta com tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e as complicações da doença. O acompanhamento pode incluir inalações, fisioterapia respiratória e medicamentos como enzimas pancreáticas, antibióticos, corticoides, moduladores da proteína CFTR e suplementos vitamínicos.

O cuidado também envolve suporte nutricional e atividade física regular, sempre com orientação profissional. Como a doença pode afetar diferentes órgãos, o acompanhamento é feito por uma equipe interdisciplinar, com pediatras para crianças, nutricionistas, pneumologistas, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais, psicólogos e geneticistas.

O Instituto Unidos Pela Vida, organização que atua na defesa das pessoas com fibrose cística, doenças raras e respiratórias, trabalha pela ampliação desse acesso. Atualmente, estão em avaliação duas novas indicações. Uma delas para crianças de 2 a 5 anos que tenham pelo menos uma variante F508del no gene CFTR. A outra é destinada a pessoas a partir de 6 anos que apresentem pelo menos uma das 271 variantes não-F508del consideradas responsivas ao tratamento.

Leia Também

Leia Também