A imagem é de uma Gleisi Hoffmann ‘em queda’. Foi tirada pelo repórter fotográfico Josué Teixeira durante a campanha de 2014 ao governo. A máquina com que Teixeira registrou a foto poderia, a partir de então, ganhar outro nome: “Porviroscópio”. Não é um nome dado ao acaso.
Trata-se do equipamento inventado por Monteiro Lobato no livro “O Presidente Negro”, o único romance adulto que escreveu. Era a máquina do futuro. Através dela podia-se adivinhar o futuro. E o futuro da senadora, paranaense por excelência, está selado. Há três anos, Teixeira, então na Gazeta do Povo, clicou a petista descendo a ladeira.
Gleisi é a queda da hora. Desabou. Dissolveu-se. O rímel, o batom, a maquiagem. Os olhos vermelhos, as pálpebras devassadas, as murchas maçãs do rosto, as mãos enrugadas, os dedos tensos, as unhas mastigadas. É quase a imagem viva de “O Grito” de Munch.
