
A votação do processo de corrupção passiva contra Temer rejeitado pela Câmara dos Deputados pode ter feito com que o pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT), colocasse as barbas de molho. Dos 18 deputados do partido, apenas um não seguiu a orientação da liderança e votou a favor do arquivamento. Outros 17 foram contra.
SIGLA DE ALUGUEL?
Já no Podemos, legenda do senador Alvaro Dias, a defecção superou a obediência. Dos 14 deputados da sigla, 9 votaram a favor do arquivamento e 5 disseram não. O resultado provocou o afastamento do líder do partido na Câmara, mas deixou a má impressão de que o Podemos é apenas uma “legenda de aluguel” que atende por outro nome.
SEIS POR MEIA DÚZIA
Osmar havia ameaçado deixar o PDT quando a sigla apoiou a Assembleia Constituinte na Venezuela. Agora, a sua possível adesão ao Podemos parece algo distante.
JOÃO ARRUDA OUVE VOZ DA EXPERIÊNCIA
O deputado federal João Arruda, que já não se mostra mais alinhado cento por cento a seu tio, senador Roberto Requião – nem ao primo, Requião Filho -, não esconde de ninguém sua admiração a Osmar Dias.
Não declara adesão ao pré-candidato ao Governo, mas, como fez no começo da semana, deteve-se em amplo diálogo com o ex-senador. Para muitos, pode apenas ter sido reencontro de velhos amigos em Curitiba.
Mas João Arruda, é verdade, nunca escondeu sua admiração a Osmar Dias, e sobretudo, à sua experiência política.
O encontro dos dois foi basicamente focado na Reforma Política, que o Congresso debaterá proximamente, e que serão implantadas para as eleições de 2018.
