sexta-feira, 31 julho, 2026
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Negócios & Gente: O que a inteligência artificial não substitui

Por Aline Cambuy – Enquanto a inteligência artificial avança rapidamente e transforma profissões, processos e modelos de negócios, uma questão ganha cada vez mais espaço nas empresas: quais competências humanas ganham ainda mais valor na era da inteligência artificial? Para o psicólogo norte-americano Daniel Goleman, referência mundial em inteligência emocional, a resposta está na capacidade de compreender emoções, cultivar empatia, construir relacionamentos e exercer uma liderança consciente.

Autor do best-seller Inteligência Emocional, publicado em 1995, Goleman revolucionou a forma como organizações passaram a enxergar competências como autoconsciência, autocontrole, empatia e habilidades sociais. Mais de três décadas depois, essas capacidades voltam ao centro do debate, impulsionadas justamente pelo avanço da inteligência artificial.

Se, por um lado, sistemas inteligentes já executam tarefas complexas, analisam grandes volumes de dados e automatizam atividades antes realizadas por pessoas, por outro cresce a percepção de que atributos como escuta ativa, senso ético, criatividade, capacidade de inspirar equipes e construir confiança tornam-se diferenciais competitivos para profissionais e líderes.

Segundo Goleman, a inteligência emocional está fundamentada em quatro pilares: autoconsciência, autogestão, consciência social e gestão de relacionamentos. São competências que influenciam diretamente a tomada de decisões, a qualidade das relações profissionais e a capacidade de liderar em ambientes marcados por mudanças constantes.

Esse será um dos temas centrais da participação de Daniel Goleman no IX Congresso Internacional de Felicidade, que acontece nos dias 14 e 15 de novembro, em Curitiba. O autor participa virtualmente, com transmissão ao vivo para os telões do evento, discutindo como a inteligência emocional se torna ainda mais estratégica em um cenário cada vez mais influenciado pela tecnologia.

Para Gustavo Arns, idealizador do Congresso Internacional de Felicidade, o momento exige um novo olhar sobre as competências humanas. “Vivemos um período de extraordinária transformação tecnológica, mas também de profundas reflexões sobre quem somos e como nos relacionamos. A inteligência emocional deixa de ser apenas uma habilidade desejável e passa a ser uma competência essencial para liderar, colaborar e construir ambientes mais saudáveis e humanos”, afirma.

Com doutorado pela Universidade Harvard e trajetória consolidada como jornalista científico, Daniel Goleman escreveu por mais de uma década para o The New York Times, acompanhando os avanços da neurociência e das ciências comportamentais. Sua obra continua sendo uma das principais referências para empresas que buscam desenvolver lideranças mais preparadas para lidar com ambientes complexos, equipes diversas e transformações aceleradas.

IX Congresso Internacional de Felicidade

Congresso Internacional de Felicidade. Foto: Day Luiza

O IX Congresso Internacional de Felicidade será realizado no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir felicidade, liderança, comportamento humano, educação, saúde mental e desenvolvimento organizacional. As inscrições estão abertas no site.

Se você conhece uma história inspiradora de gente ou de uma empresa que mereça ser contada, ou se tem uma sugestão de tema que gostaria de ver por aqui, escreva para negociosegente@gmail.com. Vai ser um prazer te ouvir!

*Aline Cambuy é jornalista com mais de 20 anos de experiência e atua na área da comunicação empresarial. Estudante de Psicologia, une seu olhar crítico e humano para construir narrativas que conectam pessoas e negócios.

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