
O senador Roberto Requião (PMDB) é um pioneiro no uso do Twitter. Bem antes de Donald Trump usar a rede social para acertar as contas com a imprensa, os políticos e “eles”, os inimigos, Requião já agia da mesma forma contra os mesmos alvos.
Não admira, portanto que divulgue, agora, vídeo com ataque direto ao presidente do PMDB, Romero Jucá, que estaria “assanhando a cachorrada” para expulsá-lo do partido.
PROVOCAÇÃO
“Estava aqui fazendo uma gravação caseira e, quando disse que o Romero Jucá, segundo (a coluna Radar de) Veja, queria me expulsar do partido, a cachorrada ficou desesperada e eu tive que interromper a gravação”, afirmou.
Em seguida, emendou uma provocação: “Romero Jucá, se eu solto os meus cachorros atrás de você, será bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato.”
MUITOS VIRA-LATAS
A reação de Jucá foi imediata. Também em vídeo, o senador disse que Requião “está andando em companhia de muitos vira-latas. Deve ser igual e eles”. Criticou o colega peemedebista pelas colocações “lamentáveis e atrasadas” e por ter se tornado um “assecla” da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT.
REQUIÃO NO PT? JAMAIS
Se o embate entre os dois senadores provocar a saída do senador paranaense do PMDB, será a primeira vez que isso ocorre. Ele nunca mudou de legenda. É filiado ao partido desde que ele atendia por Movimento Democrático Brasileiro, o velho MDB de guerra. Para onde vai Requião?
Certamente não para o PT, ainda que seu discurso afine-se com as posições do partido no Congresso. O estilo “algo venezuelano” de Requião jamais permitiria que suas posições políticas fossem submetidas a um “coletivo” ou a uma “questão fechada” pelo partido. Jamais. Não, Requião.
