Assessoria – A fronteira do Paraná com o Paraguai caminha para se tornar um corredor de desenvolvimento integrado, deixando de ser apenas um ponto de passagem de turistas e compristas. A fim de avaliar o interesse das entidades paraguaias em construir, de forma conjunta, uma agenda permaneente de aproximação entre o Paraguai e o público paranaense, o presidente do Grupo Ric, Leonardo Petrelli, seguiu uma agenda de compromissos institucionais nos últimos dias nas cidades de Ciudad del Este, junto a Foz do Iguaçu, e Assunção, capital paraguaia.
Recebido por ministros, prefeitos e lideranças do comércio e da indústria paraguaia, Petrelli debateu sobre a força de comunicação, credibilidade e relacionamento construída pelo Grupo Ric ao longo de mais de 40 anos para atuar como uma fonte confiável de informação, conexão e promoção institucional. A ideia é contribuir para acelerar o crescimento econômico, o turismo e o desenvolvimento de cadeias produtivas, unindo parceiros nos dois lados da Fronteira Oeste.
O Grupo Ric reúne cerca de 14 empresas entre emissoras de televisão afiliadas à Record, rádios, portais de internet e canais digitais, alcançando cerca de 60 milhões de pessoas em diferentes plataformas. “Temos um enorme alcance junto ao público e esse potencial, devidamente direcionado por um grande grupo de mídia, abre novas portas e acelera negócios”, diz Petrelli.
10 milhões em 10 anos
Em Assunção, o ministro do Turismo do Paraguai, Jacinto Santa María, apresentou ao presidente do Grupo Ric e ao diretor do Grupo Ric Oeste, Pedro Andrade, um plano ambicioso para transformar o país em polo de entretenimento da América do Sul, com meta de atrair 10 milhões de turistas por ano em até 10 anos. O Paraná está no centro dessa estratégia. A estimativa é de que os turistas paranaenses representem uma fatia próxima de US$ 1,5 bilhão anuais.
Dentro dessa estratégia, a comunicação é fundamental para mudar a percepção dos brasileiros. Hoje eles permanecem de 2 a 3 dias na região, para conhecer as Cataratas do Iguaçu e o centro de compras de Ciudad del Este, no Paraguai.
Um dos desafios é que os turistas fiquem pelo menos uma semana na região, para conhecer outros destinos turísticos importantes e pouco divulgados.
Para atingir essa meta é preciso mudar a percepção de parte dos brasileiros sobre o Paraguai. “O Grupo Ric alcança hoje 60 milhões de pessoas em TV, rádio e portais, e tem a integração em seu DNA. Podemos colaborar para que esse turismo evolua, batendo as metas de visitação estabelecidas pelo governo paraguaio para a economia do turismo”, disse Leonardo Petrelli ao ministro do Turismo do Paraguai.
“Queremos ampliar a oferta de experiências turísticas e incentivar o paranaense que já vai a Foz do Iguaçu a conhecer Assunção, Encarnación e outros atrativos”, comentou Petrelli.
Próximos passos
As oportunidades identificadas demandam ação coordenada. Campanhas de promoção turística dirigidas ao público paranaense, projetos-piloto de conteúdo para atrair investimentos setoriais, diálogo contínuo com ministérios e associações paraguaias, aceleração de programas conjuntos entre cooperativas agroindustriais e monitoramento de avanços em infraestrutura e requisitos regulatórios estão na agenda.
“A integração Paraná-Paraguai não é perspectiva distante. É realidade em construção, com oportunidades tangíveis para empresas, investidores e turistas que enxergam a Fronteira Oeste como corredor de desenvolvimento, não como limite”, disse Petrelli, ao informar que o trabalho já está em andamento com previsão de resultados concretos em breve.
