O ministro da Saúde, Ricardo Barros, continua na berlinda, tanto por suas declarações por vezes provocadoras de enormes repercussões, como pela liderança que enfeixa no Paraná e no PP, seu partido. E também por ações que comanda, algumas surpreendendo amigos e inimigos, como a renovação do contrato com Cuba para o fornecimento de médicos para o Mais Médicos.
Quem poderia esperar pela renovação do Mais Médicos, partida de um deputado da direita?
REVISTA PIAUÍ
Assim, entende-se o porquê de o site da revista Piauí, leitura obrigatória de gente inteligente, estar fazendo um amplo levantamento sobre a vida e obra de Barros. Levanta seus passos no Paraná, e especialmente em Maringá, onde – diga-se a bem da verdade – foi um prefeito marcado por projetos renovadores, alguns de reconhecimento mundial, como os voltados para a infância. Ganhou prêmios da UNICEF por ações em Maringá em defesa da criança.
SEM ENCRENCAS
Um parlamentar, companheiro do partido de Barros, diz à coluna, com o pedido de anonimato: “O que atiça a gana dos opositores de Ricardo Barros é que, embora muitos do PP apareçam na Lava Jato, não há um só indício de estar o hoje ministro envolvido com malfeitos. Isso deixa a oposição doente…”
Os parlamentares do PP envolvidos na Lava Jato seriam 12.

LONGE DE JANENE
Um aguerrido repórter curitibano que trabalha esse levantamento da Piauí, garante: “O que se diz é que Cida Borghetti, entre outras orações, agradece todos os dias por Barros nunca ter tido relacionamento com o falecido deputado José Janene”.
Eram desafetos declarados, na verdade.
Com o paranaense José Janene, lembro, tiveram início os ‘melhores momentos’ investigados pela Lava Jato, expondo, de novo, gente como Alberto Youssef e uma torrente de réus de todos os partidos, idade e regiões.
O mesmo parlamentar já citado, que mantenho no anonimato diz:
“Quem esperar maracutaias na vida do político Barros, tire o cavalo da chuva”.
