sexta-feira, 1 maio, 2026
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Inaugurada, Ponte de Guaratuba é marco histórico para o PR

AEN-PR – A entrega da Ponte de Guaratuba, nesta sexta-feira (1º), foi apresentada pelo governador Ratinho Junior como a materialização de um desejo histórico do Paraná e um marco de transformação para o Litoral. Ele afirmou que a obra é resultado de planejamento, articulação institucional e superação de obstáculos que por décadas impediram sua execução.

“Hoje é um dia daqueles que marcam a vida de gerações. É o dia onde a perseverança venceu aquilo que era considerado impossível”, afirmou o governador. “Estamos falando de um desejo de mais de meio século que se concretiza hoje.”

Ratinho Junior ressaltou que a viabilização da ponte exigiu enfrentamento de desafios técnicos, ambientais, jurídicos e administrativos. “Foi um caminho árduo para vencermos obstáculos burocráticos, discussões técnicas ambientais, de engenharia e interesses econômicos. Mas hoje, acima de tudo, é uma vitória da população do Paraná”, disse.

Com 1.240 metros de extensão, quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres, a estrutura recebeu investimento superior a R$ 400 milhões e passa a substituir gradualmente a travessia por ferry boat, reduzindo o tempo de deslocamento entre Guaratuba e Matinhos para apenas cerca de dois minutos.

Integração e desenvolvimento

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O governador afirmou que a entrega da ponte abre uma nova etapa para o Litoral do Paraná e representa uma mudança na dinâmica de desenvolvimento da região. “A partir de amanhã, teremos uma nova página no Litoral. Essa obra nos dá a oportunidade de mudar a história da região”, disse.

Ele destacou que os efeitos econômicos já começam a ser percebidos antes mesmo da conclusão. “Temos mais de 40 edifícios sendo levantados em Guaratuba, além de muitos outros em Matinhos. Isso gera empregos, fortalece o comércio, abre restaurantes, pousadas e hotéis. Entramos definitivamente no circuito do turismo de litoral do país”, afirmou.

Segundo o governador, a obra contribui para impulsionar investimentos, ampliar a atividade econômica e fortalecer o turismo na região, dentro de um processo de transformação já em curso no Litoral.

Planejamento e execução

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Ratinho Junior também enfatizou o modelo de gestão adotado para viabilizar e executar a obra, destacando o planejamento técnico e a organização administrativa como fatores determinantes para o cumprimento antecipado do cronograma.

“Conseguimos entregar antes do prazo: era uma obra para três anos e estamos entregando em um ano, 11 meses e 29 dias. Trabalharam aqui mil operários, 24 horas por dia. É fruto de planejamento, organização e vontade”, afirmou.

Ele destacou ainda que a estruturação do projeto, com a elaboração de um termo de referência adequado e a contratação de um consórcio de empresas com capacidade técnica, garantiu segurança para a execução da obra.

O governador também ressaltou o papel das instituições no processo, incluindo órgãos ambientais, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e equipes técnicas envolvidas no licenciamento e acompanhamento do projeto.

Estratégia de infraestrutura

Ratinho Junior associou a entrega da ponte a uma estratégia mais ampla de investimentos públicos, voltada à modernização da infraestrutura e ao desenvolvimento regional.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Segundo ele, a obra integra um conjunto de ações no Litoral que buscam atrair investimentos, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população, reforçando o papel da infraestrutura como indutora do crescimento econômico.

O governador também afirmou que a execução da ponte demonstra a capacidade do Estado de realizar grandes obras, mesmo diante de desafios complexos, e citou como exemplo a superação de entraves históricos que, por décadas, impediram o avanço do projeto.

Ao encerrar, Ratinho Junior reforçou que a entrega da Ponte de Guaratuba representa um marco para o Paraná e sintetiza uma diretriz de governo baseada em planejamento e execução de obras estruturantes. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar o Litoral como uma região estratégica para novos investimentos e para o desenvolvimento econômico do Estado.

Painel artístico de 7 metros eterniza a Ponte em azulejos

Foto: Jonathan Campos/AEN

A nova ligação entre Guaratuba e Matinhos, no Litoral, já ganhou um presente simbólico que reforça o significado histórico da obra. Na cabeceira do lado de Guaratuba, um grande painel artístico em concreto passa a marcar, de forma permanente, a entrega de uma das conquistas mais aguardadas pelos paranaenses.

Assinado pelo artista curitibano Simon Taylor, o painel tem cerca de 7 metros de largura por 4 metros de altura e é formado por mais de 700 azulejos em cerâmica. A obra nasce de um desenho em nanquim e aquarela feita por Simon e que foi ampliada para o monumento, preservando traços leves e cores suaves que ajudam a transmitir a sensação de leveza e celebração em torno da entrega da ponte.

“Busquei traduzir não só a estrutura, mas o encontro entre mar, cidade e futuro, um novo marco do Paraná”, explicou o artista.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

“Eu já sabia que a ponte seria um divisor de águas, mas quando fui levar as cerâmicas que eu de fato percebi como ela vai trazer uma mudança muito grande na vida dessa região e até na vida econômica do Estado. A arte serve para valorizar e colocar numa escala a percepção das pessoas sobre a importância das coisas”, refletiu.

Reconhecido por retratar paisagens urbanas com um olhar autoral, Simon Taylor desenvolve há anos projetos voltados à valorização da arquitetura e da memória das cidades. Entre eles está o “Curitiba em Traço”, que reúne ilustrações da capital paranaense sob a ótica do artista.

A execução do painel ficou a cargo do artista Lenzi Jr., responsável por dar forma definitiva ao projeto e garantir sua durabilidade como monumento permanente. O processo para tirar a obra do papel para o monumento em Guaratuba levou cerca de um mês em um trabalho minucioso, em que cada azulejo, depois de pintado, passava por um período de queima que levava sete horas.

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