
Em qualquer sociedade desenvolvida, Paulo Polzonoff Junior não ficaria desempregado sequer por alguns dias; nem precisaria expor sua disposição de prestar serviços na sua especialidade usando redes sociais, como vem fazendo. Isso sem estabelecer valores salariais.
Polzonoff Junior é jornalista brasileiro, agora vivendo em Curitiba, depois de ter feito uma das mais meteóricas carreiras jornalísticas que já observei no país.
Na verdade, em poucos anos transformou-se num dos “darlings” da mídia brasileira, por alguns sendo até chamado de “NOSSO Paulo Francis”, tal a transbordante criatividade do jovem, 36, que tive a honra de lançar em 2002, quando eu dirigia o Jornal do Estado, em Curitiba.
ASSIM COMEÇOU
E ele mesmo lembra os dias em que o acatei profissionalmente, embora a burrice das regras sindicais o impedissem de trabalhar oficialmente (não estava ainda formado pela UFPR): “Como o homem que ‘me descobriu’, acredito que você saiba da qualidade do meu trabalho. Não preciso ganhar muito. O que procuro mesmo é uma oportunidade.”
ESCRITOR, TRADUTOR, UM TALENTO
Não acompanhei de perto e com detalhes as andanças de Polzonoff. No entanto, qualquer pesquisa na web vai nos mostrar como esse jornalista exerceu posições variadas, importantes, expressivas, no Brasil e Estados Unidos.
Teve uma fase, lembro bem, em que o curitibano era visto e aplaudido como um “enfant terrible”, fruto de suas diatribes intelectuais e nem sempre diplomáticas assertivas sobre gente e fatos. Alguns ícones tropicais do país foi alvos de suas análises cortantes.
NO FANTÁSTICO
Com o tempo fui sabendo que ele estava no quadro de redatores especiais do Fantástico; escrevera livro, passara por universidade norte-americana; fora jornalista visitante de publicações de calibre mundial, como a Vanity Fair, isso depois de ter traduzido cerca de 200 livros para algumas das mais importantes editoras do Brasil, como a Sextante, Intrínseca, Leia, Recorde – obras de ficção e não ficção.
VISITING
Enfim, posso me alongar, nessa memória, lembrando ainda que Polzonoff foi crítico literário do Jornal do Brasil, escreveu para o jornal Rascunho, especializou-se em todos os passos de edições de livros, por meio de curso da FGV, além de ter sido visiting student da Columbia University. Passou também, pela RIC, TV Recorde, como editor político.
NA RESERVA
É uma pena, mas a constatação pode ser “até simples”, diante de um país em que predominam os desempregados: Polzonoff é diferenciado valor no “banco de reserva”. Esta é a triste verdade que carimba injustiça de uma sociedade em que nem a meritocracia consegue suplantar a grande crise de credibilidade que afeta a Nação.
