sexta-feira, 8 maio, 2026
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CLEMERSON CLÈVE ORIENTOU GEBRAN E MORO

Clèmerson Clève: orientou Gebran e Moro
Clèmerson Clève: orientou Gebran e Moro

Clèmerson Merlin Clève, professor da UFPR, constitucionalista, fundador e reitor da Unibrasil, é dos advogados mais bem articulados com que Curitiba conta. Seu universo de laços pessoais no mundo jurídico é enorme, capital inestimável.

Discreto, Clève não exibe o portfólio de relações de amizades amealhadas ao longo da vida. Tal como os solidificados nos dias de estudantes na Europa com o hoje ministro Gilmar Mendes, do Supremo, e os sólidos laços de admiração mútua que cultivam ele e outro ministro do STF, Luiz Roberto Barroso.

CONDENAÇÃO

Com a condenação de Lula, Clève volta de alguma forma ao noticiário.

Por motivo objetivo e valioso: ele foi orientador do desembargador Gebran Neto, que no Tribunal Federal da Quarta Região, vai dar parecer sobre a condenação do líder petista, e também do juiz Sergio Moro.

Ficou amigo dos dois em 2000, quando os juízes paranaenses o escolheram para orientar suas teses de mestrado na UFPR.

Leia como O Globo registrou o fato, na edição desta quinta, 13:

PODERES AMPLOS

Gebran Neto: linha dura
Gebran Neto: linha dura

“Responsável pelos casos da Lava-Jato, a 8ª Turma do TRF-4 é formada pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. Gebran é o relator de todos os processos, responsável por analisar os argumentos de defesa e acusação e de elaborar um voto sobre o que fazer com a sentença da primeira instância: manter a pena, aumentá-la, diminuí-la ou extingui-la. Também cabe a Gebran resolver os pedidos urgentes das defesas. No caso de Lula, ele vem negando recursos dos advogados do petista.”

PAULSEN E LAUS

“Após conhecer o relatório, Paulsen e Laus apresentam seus votos. No caso de Vaccari, por exemplo, Gebran era favorável à manutenção da pena estipulada por Moro. Foi voto vencido, já que os outros dois juízes entenderam que a acusação não conseguiu provar o que disseram os delatores.
Paulsen lançou em maio um livro chamado “Crimes federais”, que trata de delitos presentes no dia a dia da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.”

LINHA-DURA

“Conhecido como linha-dura, o curitibano Gebran foi nomeado desembargador federal em 2013, após atuar como promotor do estado e juiz. Gebran e Moro se conheceram no início dos anos 2000 no curso de mestrado na Universidade Federal do Paraná, quando foram orientados pelo constitucionalista Clèmerson Merlin Clève. A relação entre juiz e desembargador foi questionada em outubro do ano passado pela defesa do ex-ministro Antônio Palocci. que alegou que Gebran era padrinho de um dos filhos de Moro. O desembargador negou o recurso, afirmando que a suposição é falsa e que teve, com Moro, apenas ‘enriquecedores debates acadêmicos’ na época da faculdade.”

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