Morreu ontem em Curitiba o arquiteto e urbanista Lubomir Ficinski, 84, um dos nomes mais significativos do urbanismo paranaense. Foi parte da equipe de Jaime Lerner, desde quando Lerner iniciou, no começo dos 1970, a revolução urbana que iria projetar a cidade no mundo.
Filho de poloneses, Ficinski pertencia a um restrito clã de gentlemen de sua etnia: ao contrário da maioria dos descendentes de poloneses que para cá vieram, ele era identificado como “homem fino, culturalmente diferenciado, às vezes lembrando um lorde inglês”, como disse ontem à coluna um ex-professor do Curso de Engenharia da UFPR.

ANTES, ENGENHEIRO
A primeira formação de Lubomir foi a de engenheiro civil. Pertenceu ao grupo de engenheiros que inaugurou o Curso de Engenharia da UFPR, nos anos 1960, do qual faziam parte Lerner, Rafael Dely, etc. Conhecia Curitiba em seus detalhes, sabia detectar “as possibilidades urbanísticas a adotar na cidade, como poucos outros”, observou o mesmo professor aposentado.
Foi presidente do IPPUC, assessorou governos municipais por diversas vezes, e teve seu grande momento em âmbito estadual ao implantar a desenvolver as metas do ParanáCidade, organismo do Governo estadual. Foi seu presidente a convite de Lerner, em 1996. Na administração Ney Braga, por indicação de seu amigo Saul Raiz, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado.
Polêmico, por vezes tido até como “teimoso”, Lubomir jamais fugiu da luta quando estivessem em jogo temas urbanísticos do Paraná. Por 12 anos foi consultor do Banco Mundial, o que o levou a permanentes viagens para a montagem de projetos internacionais.
