
Dante Mendonça (que é Tridapali, pelo lado materno), catarinense que foi conquistado e conquistou Curitiba há dezenas de anos, é uma feliz mistura de jornalista, artista plástico, chargista e, especialmente, cronista da cidade.
Nessa ‘especialidade’, ninguém tem olhar mais acurado do que ele, no enxergar Curitiba, suas minúcias, suas intrincadas combinações de DNAs – negros, polacos, italianos, russos, japoneses, alemães, portugueses-, “melting pot” de que muito nos orgulhamos.
Nada escapa a Dante, quando ele se dispõe a passar para o papel a sua visão deste universo, particularmente nossa maneira de viver Curitiba.
ETNÓGRAFO
Exercendo essa atividade, para ele todo prazerosa e, para nós, muito importante, acabo vendo em Dante um dublê de etnógrafo. Talvez amador, sem dominar os chamados saberes e linguagens universitários na composição de etnografias. Mas que importam firulas acadêmicas quando se tem à mão, de graça, sínteses da alma curitibana, como as que Dante produz?
ESCOLA LERNER
Não exagero: Dante é o cronista/etnógrafo por essência, que se alimenta há muitos anos de realidades do dia a dia da nossa terra.
Para chegar ao grau de expertise que hoje detém sobre Curitiba ele acabou, com sabedoria, doutorando-se na escola de Jaime Lerner, de quem é interlocutor diário e privilegiado.
Preciso dizer mais? Jaime é um grande prêmio para quem o tem como amigo.
Sim, reafirmo: espero continuar a lê-lo nas páginas da Gazeta, cujo processo de “mudanças” até agora não ficou claro, marcado por volteios.
AQUARELAS
NB: meu pensamento acompanha Maí e Dante na andança italiana que eles cumprirão na semana próxima.
Dante apresentará um trabalho seu na mostra de Aquarelistas Brasileiros em Urbino, Centro da Itália. É a terra de Rafael, não preciso dizer mais nada.
