
A histórica redação da Gazeta do Povo, perto da Praça Carlos Gomes, está com os dias contados. Com isso, o parque gráfico do jornal virará, de vez, peça de museu. Até mesmo a estrutura da Fábrika, onde funciona parte da redação responsável pela publicação das revistas, será desativada.
A previsão é de que até junho toda a redação deva se mudar para a nova sede que tudo leva a crer será em um prédio situado à Avenida Victor Ferreira do Amaral.
TERCEIRIZAR
A impressão e a paginação da nova Gazeta (sairá só uma edição semanal) serão terceirizadas. Com isso, novos cortes atingirão a Gazeta.
Os 10 diagramadores que ainda atuam no jornal serão demitidos. Os perto de 40 funcionários do parque gráfico terão o mesmo destino.
CORTANDO
Os cortes serão sentidos em todos os setores. Uma nova leva de demissão de jornalistas e fotógrafos será oficializada entre o fim de maio e início de junho. Alguns editores, inclusive, já foram avisados que não continuarão mais no “novo” jornal da Gazeta do Povo. Ilustradores também devem ser demitidos nas próximas semanas – um nome quase certo para ser desligado do veículo é Benett. Ninguém precisa apresentá-lo, sua presença na história da imprensa do Paraná é definitiva.
NO TARUMÃ
No Tarumã, a Gazeta viverá uma nova realidade. Os paginadores dão lugar aos técnicos em informática, os chefes de redação dão lugar aos gerentes de conteúdo e os diretores ganham agora o nome de gestores. Jornalismo é ainda tema de discussão.
A Gazeta dispôs de um tempo enorme e um monopólio do mercado antes de migrar definitivamente para a era digital. Marcou passo, titubeou, mudou o formato do impresso, fez incursões malsucedidas. Agora, anuncia, por linhas tortas, que está disposta a aprender com os próprios erros.
Antes tarde.
