Por pouco, o prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo não repetiu a gafe de campanha. Em meio à discussão do pacotaço de ajuste fiscal da prefeitura e da medida que estabelece que os servidores municipais receberão o crédito do vale transporte no cartão, não mais em dinheiro, Greca respondeu à queixa de uma usuária: “O vale transporte, minha senhora, é para ser usado no transporte. Não é para entesourar”.
GARANTIA DO IR-E-VIR
Pronto. Causou. É fato que a iniciativa privada usa do mesmo expediente.
No lugar de depositar o valor das passagens de ônibus do mês em dinheiro, “carrega” os cartões dos funcionários na Urbs. É um modo de garantir o ir-e-vir dos empregados ao trabalho. Quando o funcionário opta pelo carro, perde o direito. Não há cota para gasolina, a não ser em casos excepcionais – o de executivos, por exemplo.
“ENRICAR”
Se Greca de Macedo está certo? Está. Mas fica sempre aquela impressão de que suprimiu direitos conquistados, o que não é o caso. Se o prefeito erra é no trato com o respeitável público. Aquele que dantes era eleitor. Greca não precisava insinuar que os 50 e tantos reais por mês, depositados na conta salarial, serviriam para “enricar” o funcionário. É uma insinuação bastante injusta. Bastava dizer que a prefeitura queria garantir, com a medida, o transporte do servidor. De casa ao trabalho. Do trabalho para casa.
AINDA NAS REDES
Do modo com que despeja suas idiossincrasias, ressuscita em seu eleitorado, e naquele que nele não votou, a imagem do infeliz comentário na PUC-PR que ainda reverbera nas redes sociais.
