Revelado na edição de 29, quinta, na Gazeta do Povo, que “o jornal vai passar por uma das maiores reformulações de sua trajetória”. O que pode mudar? Em 1º de dezembro de 2015 a Gazeta rompeu uma tradição quase centenária do standard – o formato jornalão – e adotou o berliner, enxuto, de dimensões menores, no modelo tabloide. A reforma exigiu mais.
O jornal anexou cadernos, eliminou outros, reduziu páginas, provocou demissões. E isso há apenas 18 meses. O que há ainda para reformular?
AQUILO QUE ERA INEVITÁVEL
O que primeiro vem à mente é que, de fato, o jornal estaria pondo fim à edição impressa. Também não seria propriamente uma novidade. Há muito se comenta nas cercanias da Boca Maldita, onde apenas uma banca de jornal resiste aos novos tempos, que os dias desse jornal, como de outros, estariam contados. A migração para a era digital parece inevitável.
MODELO DE NEGÓCIOS
Salvo engano, parece que esta realidade se consolida. Se consumar-se mudança da Gazeta do Povo, esse não será o primeiro jornal a render-se à versão on-line em definitivo. Outros virão. A questão agora é saber qual será o modelo de negócios a ser apresentado ao mercado.
Ao longo de duas décadas, a internet não conseguiu ainda descobrir um modelo de publicidade que atenda às necessidades do anunciante. Esse deve ser o ponto principal a ser discutido no dia 6 de abril, quando a direção do jornal apresentará seu novo projeto ao mercado no auditório de um shopping de Curitiba.
A REALIDADE SE IMPÕE
A realidade que se impõe agora a um jornal quase centenário é a mesma imposta a um sem-número de jornais pelo mundo, que sofrem com a perda de leitores e com a queda de receita. Trata-se de um período de aprendizagem. De adequação a uma nova ordem que veio para ficar.
A TELA É O NOVO PAPEL
A Gazeta do Povo, vale dizer, não deixará seu posto conquistado ao longo de quase um século. É um dos jornais mais influentes do estado e do país. Porém, terá de se adequar a outros tempos. Em um curto período, talvez mais cedo do que imaginemos, a tela digital será o novo papel.
