
Está certo o jurista paranaense René Dotti, homem de tantas lidas em defesa dos direitos de liberdade de expressão e manifestação. Tem dito ele, em diversas ocasiões, sentir-se desconfortável em relação a certos ministros de tribunais superiores. Dotti julga que alguns deles perderam o comedimento, a gravidade e a prudência para deitar falação sobre todo e qualquer assunto, incluindo temas que são ou serão objeto de análise da corte.
A exposição dos ministros na TV Justiça, durante sessões do STF, agravaria ainda mais o “show off”. O jurista é frontalmente contra a transmissão pela televisão das sessões, o que, admite, pode ser “incitador” de longos votos.
LEWANDOWSKI
Dizia-se, com certa precisão da verdade, que o ministro Ricardo Lewandowski era, claramente, um advogado do PT e do governo do PT dentro do STF. Até por essa razão teria concordado em um encontro, às escondidas, em Portugal com a presidente Dilma Rousseff. Até por essa razão teria decidido por um crime sem punição no caso do impeachment, uma vez que a presidente cassada poderá disputar cargo eletivo já no ano que vem.
GILMAR MENDES
Se a farra parecia encerrada, eis o ministro Gilmar Mendes, crítico mordaz do PT, incorporando o papel de conselheiro informal de Michel Temer, num entra e sai do Palácio Jaburu. Não muito longe, como mostraram as imagens na semana passada, o futuro ministro do STF, Alexandre de Moraes, confraterniza, num iate, com um grupo de senadores de ficha suja ou quase – evidentemente que não é limpa –, esperando deles uma sabatina amistosa que o confirme no cargo.
E la nave va…
