
A pesquisa da CNT mostra Lula em primeiro lugar. Se a eleição fosse hoje, portanto, o petista sairia vencedor com folga. Parece ruim, mas não é. Há um cenário de profundo descrédito em relação aos políticos, a ponto de serem hostilizados nas ruas e em aeroportos, como oi o caso do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB), em Roraima.
2- NÃO POLÍTICO
Com todo esse descalabro, há quem diga que a solução perpassa por um não político como é o caso do prefeito paulistano João Dória Jr. Pior. Um Trump tupiniquim. E o melhor exemplo é o empresário Roberto Justus, o arremedo do topetudo no reality show “O Aprendiz”. Sinceramente, nem tanto.
3- MAU HUMOR
A solução é complexa, mas não heterodoxa. Se Lula aparece com 30,5% na pesquisa, Bolsonaro, o herói da direita tresloucada, tem 11,3%, e Aécio Neves 10,1%. O que dá bem a medida do mau humor da opinião pública.
4- ALTERNATIVA
Em entrevista recente, o senador paranaense Álvaro Dias, agora no PV, apresentou-se como candidato à presidência, desde que haja alguma viabilidade em torno de seu nome. Ele não irá se aventurar. Não quer aparecer em pesquisas com não políticos como Justus. Nada disso. Quer sim apresentar-se como uma alternativa.
5- O PV DO MUNDO
No PV, Álvaro está longe dos holofotes. Era presença assídua no Jornal Nacional quando ainda integrava o PSDB. Foi deixado de lado. Não se importa. Nos bastidores, anda a construir um novo partido. Tão respeitado quanto são as legendas de nome idêntico no resto do mundo.
6 -O MUITO BREVE
Quando os jornais publicaram, recentemente, que Orlando Pessuti, “o muito breve”, ganhou na Justiça o direito de receber R$ 680 mil em aposentadoria retroativa por seus nove meses à frente da administração estadual, o espanto foi geral, ainda que, convenhamos, nada mais cause surpresa no meio político. Então, lembrou-se que Álvaro Dias foi o único governador a recusar o benefício.
