
Não é só o preço da passagem de ônibus que grita no bolso do curitibano.
O pedágio também. Mesmo reconhecendo que as concessões de rodovias são necessárias porque desobrigam os cofres públicos do custo oneroso com a melhoria, manutenção e ampliação de estradas. Mesmo reconhecendo que é o motorista, o usuário final, quem deve arcar com as despesas, e não a população de uma maneira geral, a tarifa alcançou níveis estratosféricos.
PRODUTO MAIS CARO
Se o preço não diminui, as obras devem crescer. Porque o pedágio não se reflete apenas nos carros de passeio, se reflete também nos caminhões de carga. Aqueles que transportam o produto que irá chegar às gôndolas dos supermercados. Mais caro, obviamente.
COM OU SEM OUTORGA
É um tema que deve ganhar fôlego na campanha ao governo do Paraná no ano que vem.
Quando Jaime Lerner fechou o contrato de concessão de rodovias, no final de década de 90, exigiu por parte das concessionárias o pagamento da outorga. Durante o governo Lula, houve a privatização de rodovias federais e o preço da tarifa ficou raso – pouco mais de R$ 1 –porque dispensou-se o pagamento da concessão, na casa do bilhão de reais.
DO PÓ AO ASFALTO
Nos dois modelos, ganharam as concessionárias porque a elas foram entregues rodovias prontas, carecendo apenas de manutenção e melhorias.
É hora agora de exigir que também construam estradas a partir do torrão de terra. Do contrário, o prejuízo será sempre do cidadão.
