

Ontem o ex-senador, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, nome capital na renovação da agricultura paranaense, Osmar Dias, deu ampla e irrestrita entrevista ao projeto “Encontros do Araguaia”, trabalho coletivo – e do qual sou organizador -, que se consumará em livro de dimensões históricas. E em vídeos que serão disponíveis na web.
Ontem, por exemplo, de novo ficou registrado em bom som a afirmação de Osmar: é pré-candidato – ‘sem a mínima dúvida’ – à sucessão de Beto Richa em 2018. Não abordou a questão de alianças políticas para consumar a empreitada que terá o apoio, com certeza, de Álvaro Dias.
MOMENTOS
O depoimento, no entanto, não se fixou no tema sucessório, tendo sido uma profunda inserção de Osmar em momentos únicos da política brasileira. Opinou sobre Dilma, sobre erros e alguns acertos da ex-presidente.
ALIANÇAS
Evitou, é certo, falar de alianças que poderá fazer com vistas a seu projeto visando ao Palácio Iguaçu. A larga abordagem histórica feita incluiu o olhar de Osmar sobre personalidades do Paraná de ontem e de hoje. Bem assim, igualmente incluiu abordagem sobre a família, com destaque para o empreendedorismo de seu pai, seu Silvino, homem pacífico, pacificador e dono de ampla visão. Dentre as muitas terras que Silvino adquiriu nos dias pioneiros de Maringá e arredores – a partir do final dos anos 1930 – estava área hoje muito preciosas dentro da própria cidade. Era uma fazenda, depois desmembrada em lotes. Dentro dela, trabalhando sol a sol com os peões, Osmar forjou seu respeito pela terra.
Muita gente poderá ficar agradavelmente surpresa, quando ler e/ou ouvir a fala do ex-secretário de Agricultura, que foi decisivo para a melhora do solo agricultável do Paraná e sua política agrícola.
10 NOMES
O livro, nesta primeira fase, pretende ouvir não mais que 10 personalidades que, nos últimos anos do século passado e deste, foram decisivos para moldar o Paraná de hoje.
Dentre os já ouvidos (e que tiveram seus depoimentos gravados em vídeo) estão Álvaro Dias, Jaime Lerner, Borsari Neto (sobre os governos Ney Braga e Jayme Canet Jr.), René Dotti, Osmar Dias, Saul Raiz e Euclides Scalco também dirão como contribuíram para a história do Paraná.
JOÃO ELÍSIO
O ex-governador e empresário do ramo segurador João Elísio Ferraz de Campos agendou para dia 7 de março seu depoimento ao projeto “Encontros do Araguaia”.
Elísio, que sucedeu a José Richa para mandato de oito meses, fez um governo muito saliente e, posso dizer, surpreendente, dada a exiguidade do tempo cumprido.
Uma das marcas inovadoras de João Elísio foi a criação da primeira lei de responsabilidade fiscal. O Paraná foi pioneiro no país na iniciativa, que só muitos anos depois seria adotada pelo governo Federal, com a Lei de Responsabilidade Fiscal gerada no governo FHC.
Outro ponto saliente do Governo João Elísio foi o de ter criado a Secretaria de Assuntos Fundiários, igualmente uma novidade em termos estaduais.
Pacificador do por excelência, João Elísio conviveu muito bem com os acampados do MST, que ficaram por meses seguidos diante do Palácio Iguaçu.
PARTICIPANTES
O nome “Encontros do Araguaia” foi sugestão do jornalista Fábio Campana, pois as entrevistas são realizadas no edifício Rio Araguaia, no Batel.
Os entrevistadores têm sido os jornalistas Fábio Campana, Celso Nascimento, Martha Feldens, Marcus Vinicius Gomes e os advogados José Lúcio Glomb, ex-presidente da OAB-PR, presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, e Clèmerson Clève, constitucionalista, reitor do Centro Universitário UniBrasil.
