Quem souber ler com atenção verá que desde a primeira nota publicada semana passada sobre a possível extinção da edição impressa da Gazeta do Povo, escrevi que havia sintomas dessa possibilidade. E fortes.
EVIDÊNCIAS
Enumerei esses sintomas, como qualquer profissional do jornalismo capaz de juntar evidências. E que vai trabalhando sem possibilidade de confirmar ou não o assunto.
Por exemplo: escrevi sobre o novo software do Publicador (que é direcionado apenas para o jornal digital), e o fato de a GP não mais estar aceitando renovações ou assinaturas novas da mídia impressa. Foram dois sinais, fortes, dentre outros, dessa possível extinção.
INTERIOR
Só na edição dessa quarta, 8, abordei a insistência com que fontes garantem: partir do dia 18 deste mês a Gazeta do Povo deixaria de ser entregue no interior do Estado.
Por isso tudo, lamento os desencontros que se espalham pelas redes sociais, opondo colegas jornalistas, uns negando totalmente a possibilidade do fim do jornal impresso; outros, reportando-se às evidências que apenas enumerei. São registros emotivos, passionais, beirando a ataques pessoais.
Eu acho que passionalismo, nesse caso da GP, só vale se embutir nosso desalento, inconformismo e tristeza por morte anunciada de mais um impresso. Se consumada, não seria a primeira dessa lamentável colheita no País.
