
Há um mito no Brasil de que todo rico é, necessariamente, inteligente.
Alguns diriam que Donald Trump, com seu histrionismo populista, é apenas um neanderthal à espera de evolução, e que o único X que restará a Eike Batista é aquele que o riscará da história.
Eike está retornando ao Brasil depois de uma semana em Nova York. Talvez tivesse mesmo a intenção de fugir. Sua mulher e o filho pequeno embarcaram no dia seguinte, o que seria indício suficiente de que havia uma fuga em curso. Mas a Operação Eficiência estragou-lhe os planos.
Incluído na lista vermelha da Interpol, não lhe restou outra alternativa senão dar o passo atrás. Diz que está disposto a colaborar com a Polícia Federal, o que abre as portas para uma delação explosiva.
O ex-bilionário perdeu uma grande oportunidade de formar-se em Engenharia, que estudou por cinco semestres na Alemanha.
Fluente na língua de Goethe, aprendida com a mãe, uma alemã, hoje ele poderia ser usufrutuário de uma benesse bem brasileira: quem passa por um curso superior (não interesse de que nível) tem direito a xadrez especial. Pelo menos até a condenação definitiva.
Assim, dividirá espaço com 12 outros presos. Em Bangu, possivelmente.
