terça-feira, 21 abril, 2026
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Voto de Caiado pode garantir escolha de Lupion para Itaipu…

Abelardo Lupion: “o mais forte”
Abelardo Lupion: “o mais forte”

Errar é humano, mas saber se corrigir é vital à credibilidade, especialmente à jornalística. Assim, esclareço, a propósito do que a coluna publicou na edição de ontem, 8, sobre a sucessão na Binacional Itaipu: o orçamento da Binacional, ao contrário do informado, não é “apenas” de US$ 850 milhões. Hoje é, na verdade, de US$ 3,6 bilhões, segundo me observa fonte da empresa, pedindo a correção, o que faço agora.

Não se trata, como se vê, de mera diferença. São bilhões de dólares em jogo no orçamento bilionário.

Ainda a propósito de Itaipu: Fábio Campana, jornalista sabidamente dono do maior e mais importante portfólio de informantes de alto nível, no Paraná, me dizia ontem que, na sua opinião, o nome “mais forte” para suceder a Jorge Samek na Binacional Itaipu é o de Abelardo Lupion, ex-deputado federal do Paraná, e incontestável líder ruralista.

O PADRINHO

Segundo Campana, teria havido diálogo “forte” entre o presidente interino Michel Temer e o senador Ronaldo Caiado, na semana, em torno do assunto.

Caiado, hoje um nome que vai se desligando da imagem de “radical de direita” com que ficou conhecido anos atrás, advogou fortemente o nome de Lupion para a diretoria geral brasileira de Itaipu. E, de alguma forma – e com todas as sutilezas, se é que foram possíveis – teria deixado claro que ele, Caiado, tem votos no Senado. O que significa, então, que terá papel importante – e, quem sabe, capital – na votação do impeachment da presidente afastada.

Para o mesmo Campana, o ex-governador Mário Pereira, outro citado como possível candidato, não teria chances de ser indicado à diretoria geral de Itaipu; isso, embora seu perfil técnico; na análise do jornalista, nem Orlando Pessuti, nem Rodrigo Rocha Loures teriam igualmente chances de ocupar a posição hoje ainda de Jorge Samek.

PRECIPITAÇÃO

Requião e Gleisi Hoffmann “não ajudam”
Requião e Gleisi Hoffmann “não ajudam”

Outros analistas de meios políticos vão mais adiante: vocalizam que o ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Rodrigo Rocha Loures, comandante da Nutrimental, teria tido seu nome “precipitadamente lançado candidato a Itaipu” pelo seu filho, Rodrigo Filho, braço direito de Temer há muitos anos, e ex-deputado federal pelo PMDB-PR.

Fábio, por sua vez, vai mais longe ainda: diz que a proximidade de Rodrigo Rocha Loures com Roberto Requião e a senadora Gleisi Hoffmann ampliaria a impossibilidade de o empresário ser escolhido para Itaipu.

itaipu-16Requião e Temer nunca se bicaram. E Gleisi “seria hoje uma associação nada digesta ao presidente Temer”.

Para o mesmo Campana, também o ex-chefe da Casa Civil de Beto Richa, Eduardo Sciarra, “tem tudo para não ser o escolhido”. O padrinho de Sciarra, Gilberto Kassab, presidente do PSD, não teria um décimo sequer “da alardeada influência” junto ao governo Temer.

E faltaria também a Sciarra um QI (Quem Indica) de peso, já que o governador Beto Richa não entra na jogada Itaipu.

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