
O volume 7 de meu livro Vozes do Paraná, a ser lançado dia 10, quinta-feira na EBS Business School de Curitiba (Rua Eng. Rebouças ,2176) apresenta o perfil biográfico de 40 personagens da vida paranaense. Um dos mais preciosos é o do monge budista Victor Caruso, um ativista da paz.
Trechos do perfil de Caruso são os que seguem
1- IRMÃO VICTOR
O irmão Vitor – assim é chamado por muitos – tem a figura e a calma de um monge. E o dinamismo de quem tem muito a fazer.
Foi o fundador e primeiro presidente do Conselho Municipal de Cultura de Paz de Curitiba e também recebeu da prefeitura da cidade, por vários anos, a premiação de reconhecimento público por seu trabalho em prol da educação.
Vitor escreveu o livro Mestres da Cultura da Paz, que contém depoimentos exclusivos de Leonardo Boff, Zilda Arns, Monja Coen, Prof. Hermógenes, entre outros, e que foi prefaciado pela neta de Mahatma Gandhi, Ela Gandhi, renomada ativista pela paz e pelos direitos humanos.
“Não há caminho para a paz. A paz é o caminho”, diz Vitor, citando Gandhi.
Vitor atua em Curitiba, onde, desde 2003, mantém o Ciência Meditativa, um espaço onde diversas atividades terapêuticas acontecem na Sala Sorriso do Buda e que promove atividades como prática do yoga, cursos e congressos, dentre eles, os Congressos Brasileiros de Meditação. Irmão Vitor também está presente em São Paulo, tem endereço no Brooklin e em São José dos Campos, próximo da capital. Além de promover cursos, principalmente de Psicologia Budista, um curso de extensão, em diversas cidades do país.
2 – ECONOMIA E BUDISMO
Sua formação é peculiar, da economia à espiritualidade. É um economista, pela USP (Universidade de São Paulo), com especialização em Comércio Exterior pela Universidade de Miami e trainer em Neurolinguística pela Universidade da Califórnia, mas que ensina yoga, atua em coaching e é ordenado na tradição zen budista do Mestre Thich Nhat Hanh. Ao tornar-se um professor de Dharma (o ensinamento do budismo) foi presenteado com uma carta genealógica que mapeia toda a linhagem, de Buda até ele próprio.
Vitor percebeu a importância do diálogo entre áreas aparentemente tão distantes quanto o budismo e a Economia. Ele tem a convicção de que há uma forma nova, possível, de entender os acontecimentos econômico-sociais. E que essa visão poderia ser estruturada e apresentada nas escolas, que começariam a repensar seus modelos a partir de uma orientação mais social e mais humana nas relações de produção.
O livro ‘O Lama e o Economista’, que Vitor escreveu em parceria com o Lama Santem, apresenta diálogos sobre budismo, economia e ecologia.
3 – ECUMÊNICO
Mas o irmão Vitor não é só budista. Em seu espaço na Praça do Japão, no Batel, ícones do cristianismo convivem lado a lado com figuras orientais.
Ele conta que Thai, como carinhosamente se refere a Thich Nhat Hanh “apesar de professor Zen budista, tem uma imagem de Jesus em seu altar, pois o considera um antepassado e um mestre, que sempre ensinou que se eu estiver pleno em minha respiração, ação e pensamento, estarei reconhecendo a mensagem ‘o reino de Deus está dentro de vós’”.
Vegano, irmão Vitor tem enfatizado em suas palestras a importância de cortar, ou pelo menos diminuir, a ingestão de alguns alimentos.
Após escrever o livro “Como Qualquer Um de Nós” – um guia de terapias complementares para pacientes de câncer, ou para quem busca uma vida mais saudável, no qual conta as bases e os preceitos do tratamento que o livrou de um câncer, Vitor tem feito centenas de palestras apresentando uma pequena lista de alimentos que pacientes de câncer precisam evitar ao máximo – e que quem quer promover a boa saúde também precisa evitar. “O câncer pode surgir quando nosso sistema imunológico está em baixa, as CACAS podem atrapalhar o funcionamento desse nosso sistema”, explica.
Enfim, revela: “C de Carne, A de açúcar, C de Cafeína, A de Álcool e S de Sal compõem a lista a se evitar.
4 – YOGA E HERMÓGENES
Vitor conta que começou a praticar yoga ainda adolescente, seguindo figuras de um livro sobre exercícios físicos, juntamente com outro de atividades físicas que sua mãe tinha. Só posteriormente, já casado e trabalhando na vida executiva, foi introduzido à prática do yoga de maneira séria, em um espaço próprio para isso.
E revela que teve um verdadeiro reencontro e encantamento com o yoga através de livros do professor Hermógenes – que dez anos antes de ele nascer, já publicava livros de sucesso.
Só em 2003 vieram a se conhecer. Vitor veio a ser aluno e amigo de Hermógenes e relata que “foi um longo caminho de retiros e transformações até estar mais próximo e me tornar o biógrafo de meu mestre” e conta que foram dez anos de convívio, aprendizado e trabalho, seis deles elaborando o livro da biografia.
Vitor diz: “Quando Hermógenes partiu, eu vivia um dos momentos mais devastadores da minha vida e mergulhei em profunda tristeza, até que então tive claros sinais de que sua partida da existência terrena era para que estivesse ainda mais presente junto àqueles que amava e que amavam seu trabalho”.
