segunda-feira, 23 fevereiro, 2026
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Tribunal de Contas do Estado começa a ser questionado

Aroldo Cedraz, presidente do TCU
Aroldo Cedraz, presidente do TCU

A coluna pode até ser desmentida, mas a verdade é que um grupo de funcionários do Tribunal de Contas do Estado Paraná (TCE), vinculado ao sindicato da casa, entrou mesmo no embalo de questionamento que o país vem fazendo a algumas de suas instituições. No plano nacional, por exemplo – e como fruto da Lava Jato – o TCU vê algumas de suas vísceras serem expostas, com o surgimento de suspeitas sobre tráfico de influência do filho do ministro Aroldo Cedraz, Tiago, um advogado.

Pois não se surpreendam se chegar à mesa do Presidente do TCE, nos próximos dias, uma indagação tida como de “alto poder explosivo”, pelo seu conteúdo: os indagadores querem saber porque o TCE não abre concurso para preenchimento de 4 vagas que permanecem abertas para a carreira de auditor. Uma delas, foi aberta com a aposentadoria de Roberto Guimarães, o Beco, há 8 anos. As outras vagas decorrem de posições que eram ocupadas pelos auditores Eduardo Gomes (foi para Goiás), Ivo Linhares e Jaime Lechinski.

Permanecem como auditores, em seus postos, Tiago Fonseca (originário de Minas Gerais), Cláudio Canhal (ex-TCU) e Sergio Valadares da Fonseca, também vindo do TCU)

2 – “SÃO INDEPENDENTES”

Nos meios sindicais do TCE o que se comenta é que aos conselheiros de origem basicamente política (afora um concursado) não interessaria a presença de auditores, que são obrigatoriamente concursados. Eles – na definição de funcionários – “são vistos como muito independentes, infensos a arreglos políticos, muito questionadores e até indisciplinados. ”

Para um advogado do próprio TCE ouvido pela coluna, a indagação terá de ser respondida pela Presidência do TCE, “mesmo que para isso seja acionada a justiça”. E o raciocínio é simples: se a lei prevê a existência dos cargos e eles estão vagos, “nada mais natural que sejam preenchidos”. Mesmo que, ao fim de concursos públicos, gente “muito independente e bem preparada” seja aprovada.

O TCE teve um orçamento nada desprezível em 2014: R$ 300 milhões. Seu quadro funcional é de 600 pessoas.

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