
Trabalhar por políticas públicas de Estado na gestão dos resíduos sólidos e promover ações nos municípios para acabar com os aterros sanitários e incineradores.
O tema foi debatido no “Fórum Regional Municípios Lixo Zero – Região Sul”, audiência pública promovida pela Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta quinta-feira (27), em parceria com as Assembleia de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
O evento remoto reuniu representantes de municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em uma troca de experiências de gestões estaduais e municipais em políticas de logística reversa, coleta seletiva e destinação correta dos resíduos gerados por suas populações.
BOAS PRÁTICAS
“Precisamos discutir as políticas de resíduos sólidos da região Sul, discutir as boas práticas e políticas públicas dos municípios que são o ideal de cidades lixo zero, com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, afirmou o presidente da Comissão de Ecologia, deputado Goura (PDT), anfitrião do encontro que foi transmitido pela TV Assembleia com retransmissão das Assembleias Legislativas catarinense e gaúcha.
Goura destacou a aprovação pelo Plenário da Assembleia Legislativa, em segunda discussão nesta quarta-feira (26), do projeto de lei 55/2021, do Poder Executivo, que estabelece normas para a elaboração, revisão, complementação, operacionalização e fiscalização do plano Estadual de Resíduos Sólidos do Paraná (PERS-PR). “Podemos ampliar essas políticas regionais para outras esferas para discutir políticas de conservação”, disse.
EM PREPARAÇÃO
A audiência pública foi uma preparação para o Congresso Internacional Cidades Lixo Zero (Zero Waste Cities) que acontece em junho em Brasília (DF). Sobre a apresentação das boas práticas do país e exemplos internacionais, o presidente Instituto Lixo Zero no Brasil, Rodrigo Sabbatini, disse que “existe um conceito de que se reutilize todos os recursos sem desperdício, o que desperdiçamos é instrumentos de geração de renda. O material reciclado gera empregos”, explicou.
Ele citou exemplos da americana de San Francisco, no estado da Califórnia, “uma cidade com mais de um milhão de habitantes, que desvia 87% de seu lixo de aterros e incineradores. O índice mínimo da Califórnia é de 65% sem aterro e sem incineração. A gente pode chegar a 90% sem precisar queimar ou aterrar. Como fazemos isso?”, perguntou. “Precisamos de um novo acordo, de que este material gere emprego, renda e desenvolvimento. Lixo Zero é uma mudança de paradigma, estudar o início da linha, não deixar a doença tomar conta. Temos uma cultura do descarte há 30 anos, precisamos da cultura do cuidar, evitar as doenças”, afirmou Sabbatini.
