sexta-feira, 1 maio, 2026
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Teori Zavascki e as teorias da conspiração

As teorias conspiratórias são o que são. Um aparato ficcional que serve para dar uma aura de intrincada importância ao que é comum, trivial e miseravelmente real: a morte ou o acidente trágico. O caso de John Kennedy é clássico. Até hoje, parte da população americana nega-se a acreditar que um atirador solitário teria conseguido burlar a segurança do presidente e assassiná-lo com tiros precisos a longa distância.

SABOTAGEM

O caso do ministro do STF, Teori Zavascki, é o mais recente. As redes socais, palco de notícias falsas por excelência, estão apinhadas de teorias as mais estapafúrdias tratando da morte do ministro e de outras quatro pessoas. No afã de encontrar uma explicação, fala-se em sabotagem. Teori era o relator da Lava Jato e estava prestes a homologar a delação de um número maiúsculo de executivos da Odebrecht, inclusive seu presidente, Marcelo Odebrecht.

FALHA HUMANA

As últimas notícias, no entanto, frustram os conspiradores do facebook.

Tudo leva a crer que se tratou de falha humana. O piloto provavelmente tentou pousar no aeroporto de Paraty quando as condições de visibilidade não o favoreciam. Há casos relatados de que houve a necessidade de retornar ao ponto de origem, o Campo de Marte, em São Paulo. Ele não o fez.

IMPRIMA-SE A LENDA

No western clássico “O Homem Que Matou o Facínora”, estrelado por John Wayne e James Stewart, um jornalista depara-se com a história de um pistoleiro assassinado e seu algoz, um homem da cidade que mal sabia atirar. Com a verdade revelada, ele cunha a frase: “Quando a lenda se impõe ao fato, imprima-se a lenda”.

LAVA JATO

A internet decidiu imprimir a lenda, sem apurar os fatos, sem checar as informações, sem esperar os resultados. Teori é o ministro do STF calado ardilosamente por gente interessada em interromper as investigações da Lava Jato. Se alguém acredita nisso, pode acreditar em qualquer coisa.

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